Rápido adendo

Maio 27, 2008 at 9:56 am (Casa e Familia) (, , )

Estive bem ausente do blog por uma série de razões. A principal delas é que meus pais estiveram por aqui e fizemos uma bela viagem para que eles vissem coisas que só conheciam por fotos. Mas infelizmente eles tiveram que voltar às pressas ao Brasil por conta de um problema de saúde na família, o que também me deixou sem motivação para escrever.

Para complicar ainda mais, começou Roland Garros e estou fazendo a cobertura in loco do encerramento da carreira de Gustavo Kuerten para o Tenisbrasil. Anda tudo uma correria, mas estou tentando ao menos reencontrar o rumo.

Ainda publicarei quando der o terceiro passeio para fechar a série do que está publicado na revista. Talvez mais tarde coloque um roteiro do que fiz com meus pais também, o que recomendo enormemente para um viajante com um pouco mais de folga e vontade de não ficar apenas em Paris. Para ressaltar, a Próxima Viagem com minha matéria dos passeios ainda deve estar nas bancas, com texto diferente, mas meu.

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Passeio 2: de La Vilette ao Sena

Maio 26, 2008 at 9:43 am (Dicas e Passeios) (, , , , , )

Que tal descobrir a Paris do dia-a-dia e ainda curtir um maravilhoso pôr-do-sol no Sena?

Falar de Paris é pensar automaticamente na Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Notre Dame e nos cafés e prédios construídos na metade do século 19 pelo Barão de Haussmann. Com este novo passeio, porém, o visitante é convidado a conhecer uma parte nova da capital francesa, dois bairros periféricos e de certa forma segregados. Pelo caminho, teremos a chance de ver o dia-a-dia de um parisiense de classe média e ainda assim encontrar um charme bem diferente daquele do centro.

E se o trajeto for feito no verão, a dica é sair no início da tarde, para que ainda seja possível apreciar um lindo pôr-do-sol em nosso ponto de chegada.

Para partir, proponho uma estação de Velib na Rue d’Hautpoul, próximo à Avenue Jean Jaurès e à estação Ourcq. O local não chega a ser dos mais bonitos da cidade, mas fica bem no coração do 19° arrondissement, um dos que foram anexados a Paris apenas em 1860. Certamente um lugar deixado de lado pelo visitante “comum”. Entre os prédios altos, de arquitetura típica dos anos 70, está o Canal de L’Ourcq, primeira parada interessante do percurso.

Antes mesmo de pedalar tranquilamente pela ciclovia ao lado do córrego, é possível avistar à direita o Parque de La Villete, onde fica a enorme Cité des Sciences (1). Já à esquerda, sempre pela pista exclusiva para as bicicletas, passe pelo Bassin de La Vilette, ainda mais charmoso que o primeiro e com área para jogos de pétanque - uma espécie de bocha francesa -, mesas de pingue-pongue e cinemas.

Ao fim, encontra-se novamente a Avenue Jean Jaurès, mas o caminho segue logo ao lado, pela Rue Armand Carrel, que termina no lindo Parque des Buttes Chaumont (2), maior área verde dentro de Paris. Lá, assim como no Parque Monceau, do passeio anterior, não é permitido andar de bicicleta, mas a parada é obrigatória, principalmente por conta de sua geografia curiosa: misturam-se partes baixas e subidas enormes, um pequeno lago e uma rocha gigante ao centro, com um mirante e vista para a Sacre Coeur.

Ao sair, marcha leve na Velib para subir a Rue Manin, ao lado do parque, até a Rue Simon Bolivar, que muda de nome para Rue des Pyrenées, numa homenagem adequada à cadeia de montanhas que separa a França e a Espanha. No melhor espírito “Bicicletas de Belleville”, cruze o tradicional bairro (3) com suas ruas em sobe-e-desce e encontre o tal parisiense “normal”, além de mercearias, açougues, pequenas feiras e, claro, lojas de vinhos. Tudo sempre a bom preço.

Após o pequeno morro da Simon Bolivar, descer a Rue des Pyrenées em alta velocidade é um alento, mas vale o cuidado pelo fato de não haver ciclovia na região. Ao fundo, a Place Gambetta representa bem o 20° arrondissement, com o movimento intenso de carros e ônibus que chegam das cidades vizinhas. Mantenha-se à direita e, já na Avenue Gambetta, passe ao lado do famoso Cemitério du Père Lachaise (4), que aos olhos de um viajante descuidado mais parece um parque.

Aqui, ao contrário do Buttes Chaumont, a parada fica ao gosto do freguês. Se a opção for pela continuação, a descida ainda pela Avenue Gambetta é longa e em altíssima velocidade. Vale checar bem os freios anteriormente. Sempre reto, a Rue du Chemin Vert traz restaurantes do mundo todo (que tal uma cozinha afegã na Rue Saint Maur, uma de suas travessas?) e intensa atividade cultural. Siga por ela e vire à esquerda no Boulevard Richard Lenoir, numa ciclovia que vem desde o Bassin de La Vilette.

Bem ao centro da avenida, vê-se a coluna da Bastilha (5), no local da antiga prisão que se tornou símbolo da Revolução Francesa. Pelo caminho, outro agitado mercado aberto todos os dias vale como parada antes de chegar à praça principal, que separa nada menos que quatro arrondissements (3, 4, 11 e 12). Após contornar, o percurso continua ao lado do charmoso Bassin de l’Arsenal (6), com seus barcos-casas já ao lado do Sena, um indício do fim do trajeto.

Se a tarde já estiver caindo, melhor ainda. Por ciclovias bem sinalizadas, vire à esquerda na avenida Quai de la Rapée e cruze o Rio Sena pela Ponte d’Austerlitz. Ali, ele praticamente divide a cidade: à direita, o centro e a imagem da Notre Dame. À esquerda, o bairro de Bercy, com prédios enormes e até mesmo usinas e fumaça no céu. Por tudo isso, prefira o caminho que leva à famosa igreja.

Logo em frente à Ponte d’Austerlitz aparece o Jardin des Plantes. O ciclista, porém, segue pelo Quai Saint Bernard e desce bem ao lado do rio, onde certamente verá passar alguns bateaux mouches repletos de turistas. A vista já enche os olhos e, por isso, é hora de curtir o momento. Ao ver a Île Saint Louis à direita, suba novamente em direção ao Quai Saint Bernard para devolver a bicicleta na estação do Boulevard Henri IV, próximo ao Instituto do Mundo Árabe, e volte por ele mesmo, agora sob a Ponte Sully.

O pôr-do-sol (7) é o grand finale já na Paris tradicional e romântica desenhada, fotografada e descrita em milhares de livros e poemas. Dali, boas opções para o jantar não faltam. Afinal temos à esquerda a região de Saint Germain e dezenas de bons restaurantes.

1 - Parque de La Vilette

Cité des Sciences, em La Vilette

2 - Parque des Buttes Chaumont

 As flores e a imensa rocha no meio do parque

3 - Belleville

Feira em Belleville

4 - Cemitério Père Lachaise

Cemitério do Père Lachaise

5 - Bastilha

Bastilha

6 - Bassin de l’Arsenal

Bassin de l\'Arsenal

7 - Notre Dame

Com o pôr-do-sol nas costas da Notre Dame

Mapa do trajeto

Rota do passeio 2

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Os passeios de Velib por Paris - 1

Maio 13, 2008 at 12:32 pm (Dicas e Passeios) (, , , , , , , )

Como citei rapidamente há um bom tempo, fiz mais uma matéria para a revista Próxima Viagem, desta vez com percursos de bicicleta por Paris. Posto, então, a primeira parte do texto original, bem modificado pelo editor da revista. É um percurso que sai de Montmartre, passa pelo Arco do Triunfo, vai ao Bois de Boulogne, Torre Eiffel, Hôtel des Invalides e termina no Petit Palais, na Champs Elysées. Eu mesmo cirei o trajeto e o fiz. Quem quiser ver a revista, ela está nas bancas neste momento. As fotos são minhas também.

Pegar uma Velib é fácil e barato

Desde o dia 15 de junho de 2007, o viajante ganhou mais uma forma de conhecer Paris. Através do sistema Velib, é possível alugar bicicletas e partir sem preocupações pelas ruas da cidade-luz. Com a diminuição da poluição, a prefeitura resolveu levar à frente o projeto, que foi bem recebido tanto pela população quanto pelos turistas. Para o lançamento, foram construídas 750 estações, com pouco mais de 10 mil bicicletas. No início de 2008 e com sucesso garantido, outros 250 postos e quase 15 mil bicicletas já eram oferecidos aos “clientes”.

A idéia, segundo a prefeitura, é ter uma base de Velib a cada 200 metros e também levar em breve a iniciativa para as cidades vizinhas a Paris. O resultado, no entanto, já é visível: hoje as milhares de bicicletas cinzas fazem parte da paisagem local e servem de transporte, para uns, e de lazer, para outros.

Para o visitante, pegar uma bicicleta é tarefa tranqüila e barata, basta encontrar uma estação e seguir os procedimentos, que podem ser lidos em 8 línguas, entre elas francês, inglês, espanhol e chinês, mas não em português. O aluguel é feito exclusivamente por cartão de crédito. Após escolher uma senha e a opção por passe de 1 dia (1 euro) ou 7 (5 euros), recebe-se um cartão e o passo seguinte é indicar a bicicleta livre (vale checar anteriormente se ela está em bom estado) e a retirar ao sinal do bipe.

Cabe, então, ao viajante regular a altura do assento, colocar seus pertences na cestinha e prestar atenção nas regras de trânsito, que valem igualmente para as bicicletas. E aproveite: são 371 quilômetros de ciclovias e, salvo raras exceções como Montmartre e os 19º e 20º arrondissement, ambos ao norte, a cidade é praticamente toda plana.

Ainda em relação às tarifas, além do cartão, paga-se 1 euro a cada meia hora de utilização, mas o usuário pode driblar este gasto devolvendo a bicicleta antes dos 30 minutos e a retirando novamente após digitar o código do cartão. Se está difícil achar uma estação ou se preferir mantê-la por todo dia, entre 5 a 10 euros deverão ser descontados na fatura do cartão. Nada assutador. E melhor: todas as Velibs vêm com cadeado e podem ser presas em postes e entradas de parques. Bom passeio!

Passeio 1: de Montmartre à Champs Elysées
Que tal conhecer o lado chique e até sair de Paris quase sem perceber?

Uma das boas dicas para iniciar passeios de bicicleta em Paris é partir de uma das poucas partes altas da cidade: Montmartre. Afinal, como diz o ditado, “para baixo, todo santo ajuda”. E se o turista está longe de ser um maratonista, nada melhor que descer tranqüilo, quase sem pedalar. Antes de iniciar o trajeto, porém, vale a pena conferir no topo do “monte” a linda e imponente Basílica de Sacre Coeur. Logo ao lado fica a Praça des Abesses (1), ponto inicial do percurso.

Após pegar a bicicleta, suba um pouco pela Rue des Abesses e vire à esquerda na Germain Pillon, uma descida brusca até o Boulevard de Clichy. À direita, atravesse a rua com cuidado e siga tranqüilamente pela ciclovia, passando pelas curiosas casas de Pigalle, entre elas o famoso Moulin Rouge. Ao fim, contorne à esquerda, atravesse a sempre animada Place de Clichy e desça por outra ciclovia no meio do Boulevard des Batignoles (2). O caminho é agradável, quase uma alameda exclusiva para ciclistas, e vai tranqüilo e sinalizado até o metrô Villiers.

Sempre reto, chega-se ao coração do 17º arrondissement, um dos mais chiques de Paris. Ao lado esquerdo, o belo Parque Monceau (3), que vale uma espiada, mas com a bicicleta ao lado: lá a preferência é dos pedestres. Ao seguir pelo Boulevard de Courcelles, o lado chique mostra suas caras, principalmente próximo à Praça de Ternes, de onde já é possível avistar o Arco do Triunfo (4). Por ali, aliás, o momento é propício a uma pausa em algum gostoso café com terraço da região, algo que não se encontrará tão facilmente mais à frente.

Na seqüência, a pausa é rápida para fotos do Arco e da Torre Eiffel, bem ao fundo. No entanto, a continuação exige cuidado, pois a rotatória da Praça Charles de Gaulle talvez seja uma das maiores e mais complexas do mundo. Se o viajante é do tipo prudente e não gosta de se arriscar, não tenha vergonha e cruze pelas faixas de pedestres da Avenue de Wagram até a Avenue Foch, onde se segue numa ciclovia até o Bois de Boulogne, atravessando o ainda mais chique 16º arrondissement.

No fim da larga avenida, chega-se ao interessante contraste do passeio: enquanto atrás ainda é possível avistar o Arco do Triunfo e a movimentação do centro, à frente cruzamos os limites da capital e fazemos uma pequena “viagem” até Boulogne Billancourt, uma das cidades da Grande Paris. É lá que passaremos pelo Bois de Boulogne (5), um dos pulmões da metrópole juntamente com o Bois de Vincennes. Ao passar pela Porte de Dauphine e seguir pela Route de Suresnes, já é possível respirar um ar mais puro e sentir a tranquilidade do campo.

O ciclista aqui é chamado a curtir o momento, a sentar perto do lago e a ver os pequenos barcos singrarem o espelho d´água. Igualmente agradável é prosseguir o passeio com calma, em ziguezague pelas alamedas, tendo como base a volta a Paris pela Porte de la Muette. Novamente dentro da capital, o caminho é a longa Avenue Henri Martin, que ainda mistura um clima bucólico com o vaivém de carros e ônibus. Num dos pontos mais chiques do percurso, passa-se pela Mairie do 16°, uma espécie de sede de regional, e chega-se à praça do Trocadero.

O endereço é famoso e a vista talvez seja uma das mais belas do planeta: entre o Palais de Chaillot e o prédio que abriga o Museu do Homem aparece a Torre Eiffel (6), com seus 320 metros de altura, monumento mais visitado do mundo. E fica uma dica importante ao cruzar a praça: mesmo que o momento seja de contemplação, não perca de vista a rua, afinal, os parisienses que avançam em carros não parecem se importar muito com a grandeza do que está ao lado.

Na Praça do Trocadero, duas opções para descer até as margens do Sena: uma delas é pelo próprio parque ao lado, passando pelas pequenas rampas nas extremidades de cada lado. Outra é seguir as ruas que contornam o Palácio, chegando na mesma Praça de Varsovie, à frente da Torre. Cruzando o rio, contorne pela parte esquerda, mais agradável, e avance devagar pelo Champs de Mars, sempre tomando cuidado com os milhares de turistas que estarão olhando para cima.

Após paradas - e muitas fotos -, vá ao fim do parque, à frente da Ecole Militaire, e vira à esquerda, onde já será possível ver a maravilhosa cúpula dourada do Hôtel des Invalides (7). No cruzamento, siga pela Avenue de Tourville até mais um dos prédios de cair o queixo de Paris. Lá, por exemplo, pode-se visitar o museu do Exército e a sala com as cinzas de Napoleão. Já na Rue de la Tour Maubourg, deve-se parar em uma das boas brasseries do 7° arrondissement, caso a fome esteja apertando. Mas não se preocupe: o passeio está quase no fim.

Um pouco à frente, a dica é virar à direita na Rue Saint Dominique e atravessar a Esplanade des Invalides. Subindo em direção ao Sena, chegamos à famosa Ponte Alexandre III, com seus ornamentos dourados, e passamos em seguida entre o Grand e o Petit Palais (8 ). Neste último, a visita das exposições permanentes é gratuita e um gostoso café perto do jardim serve como ótima pedida para encerrar a tarde. E para devolver a bicicleta, é só contornar o prédio à direita: já na Champs Elysées há uma estação. Nada mais prático.

1 - Place des Abesses

o ponto inicial do percurso

2 - Boulevard des Batignoles

a descida na alameda exclusiva para bicicletas

3 - Parque Monceau

cruzando a região chique do 17º arrondissement

4 - Arco do Triunfo

vista da Avenue Foch, em direção ao Bois de Boulogne

5 - Bois de Boulogne

o pulmão de Paris

6 - Torre Eiffel

nada melhor que contornar o incr�vel monumento numa bicicleta

7 - Hôtel des Invalides

com sua cúpula inconfund�vel. Dentro, as cinzas de Napoleão.

8 - Grand Palais

parada final. Na frente, o Petit Palais tem um café agradável.

Mapa do Trajeto

Mapa do trajeto

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Paris tem 7 entre os 50 melhores restaurantes do mundo

Maio 5, 2008 at 9:59 pm (Dicas e Passeios) (, , , , )

Foi divulgada no início da semana a lista dos 50 melhores estabelecimentos gastronômicos do mundo feita pela tradicional Restaurant Magazine, de Londres. No pódio, nada de mudanças, sendo que o El Bulli, de Barcelona, segue intocável pelo segundo ano consecutivo. Logo atrás aparecem o inglês The Fat Duck e o parisiense Pierre Gagnaire.

Paris, aliás, segue prestigiada, com 7 indicações entre 50 primeiros. A boa notícia foi a subida de 10 posições do L’Astrance, agora o 11° colocado. O restaurante vem em alta, um ano após ser finalmente contemplado com a terceira estrela do Guia Michelin. Mais abaixo, o L’Atelier de Joël Robuchon caiu uma, mas vem em 14°. Curioso é que no mesmo Guia Michelin, ele acabou de ganhar “apenas” a segunda estrela.

A lista segue com o Alain Ducasse (18°), Le Cinq (24°), Les Amabassadeurs (45°) e L’Aperge (46°). Ainda na linha de comparações com o Michelin, Paris possui nove três estrelas no tradicional Guia Vermelho, sendo que o Le Meurice, o Le Pré Catelan, o Ledoyen, o Guy Savoy e o L’Ambroisie não chegaram no top 50 da revista inglesa. Do lado contrário, o Le Cinq e o Les Ambassadeurs são top 50, mas não têm três estrelas.

Nesta importante listagem, o Brasil não fica de fora. Mesmo que os europeus menosprezem o título de “capital gastronômica do mundo” obtido por São Paulo há alguns anos, a cidade é a única da América do Sul a colocar um estabelecimento, com o Dom, hoje o 40° melhor do mundo, queda de duas posições em relação ao ano passado. Por outro lado, em 2007 ele havia dado grande salto, do 50° ao 38°.

Clique AQUI e confira a lista completa da Restaurant Magazine.

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Ronaldo, herói dos franceses carecas

Maio 4, 2008 at 7:51 pm (Brasil - França) (, , , , , , )

Mesmo sem nunca ter jogado no Paris Saint Germain, ou talvez por ter tido aquela crise histérica antes da final de 98, aqui em Paris o Ronaldo continua um herói. Seja no hospital La Pitié Salpétrière, na Rue Saint Denis (a dos travestis de Paris), ou nas farmácias, a gente ouve bastante falar do fenômeno. A prova está aí embaixo, na propaganda de Crescina, provavelmente a nova geração do Instant Hair Plus. A frase ao lado é curiosa: “Você tem pouco cabelo? Ronaldo aconselha Crescina R5“. Dá-lhe garoto!

Ronaldo cabeludo

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Cúmulo do brega

Abril 28, 2008 at 3:02 pm (Casa e Familia) (, , , , , , )

No parque, primeiro grande dia de sol do ano, o cara pega o violão e canta em alto e bom som para sua namorada:

Baby can I hold you tonight ?!

Francês cantando Tracy Chapman no parque !?!? Quase pedi para o inverno voltar.

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Parisiense, mal-humorado por natureza

Abril 27, 2008 at 9:49 am (Brasil - França) (, , , , , , )

Seja em posts de outros blogs, seja em conversas “secretas”, os brasileiros que moram aqui acabam uma hora concordando que parisiense é um povinho chato que vive mal-humorado. Eu não fujo da regra, tenho a convicção de que falta um pouco de vida nos coraçõezinhos dos meus vizinhos, talvez em parte pela falta de sol.

Para corroborar essa tese, uma propaganda da Citroën me chamou a atenção, porque resume bem esse estilo. Num posto de gasolina, dois homens enchem o tanque de seus carros, um chique e outro bem simples. O dono do carro pequeno canta sem parar e encerra a tarefa bem antes. É quando o outro solta aquela bufada típica do francês emburrado: “Pffff, ça va, c’est bon….p**tain!“, deixando claro que, aqui, ninguém tem direito de estar feliz e de cantar sozinho.

Em outra série, agora do jornal Le Parisien, eles próprios tiram sarro de tal chatice. Pra entender o comercial, é bom explicar apenas a frase final, em que o locutor diz: “Parisien, vale mais ter em jornal”. Cliquem e vejam.

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Paris em estado de alerta

Abril 26, 2008 at 10:57 am (Casa e Familia) (, , , , , , )

Atenção mesdames e messieurs, Paris está em estado de alerta! Neste sábado, uma estranha bola amarela ainda não identificada pelas autoridades apareceu no alto do céu, causando espanto e medo na população. Enquanto a polícia tenta acalmar os ânimos, o presidente Nicolas Sarkozy convocou uma entrevista coletiva no Palácio do Eliseu para comentar o assunto.

Ainda é cedo para analisar os efeitos deste fenômeno, mas poucas horas após seu aparecimento foi possível constatar um forte aumento na temperatura (que romperam a casa dos 20° pela primeira vez em mais de 7 meses), no número de bicicletas pelas ruas, na venda de camisetas e trajes leves e sorvetes na tradicional casa Berthillon. Mais do que isso, pessoas foram vistas nas ruas sorrindo sem motivo, causa que preocupa também o prefeito da cidade, Bertrand Delanoë.

Segundo o Centro de Estudos de OVNIS de Paris (CEO), a bola amarela já havia aparecido nos céus da capital francesa no ano passado, mas sem causar o mesmo impacto. Já o Instituto de Doenças Tropicais (IDT) vai mais longe e garante que ela pode ter origem na América do Sul ou África, o que explicaria certas reações como transpiração e aceleração dos batimentos cardíacos. Apesar de pedir calma aos habitantes, o IDT admite estar preparado no caso de uma epidemia.

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Le Salon, clima romântico e boa comida

Abril 20, 2008 at 10:02 pm (Dicas e Passeios) (, , , , )

De fora, a impressão é a de que o restaurante é apenas mais um dos milhares que se amontoam pela capital francesa. Mas logo ao se aproximar da entrada, por volta das 21h, a cena mostra algo diferente: um grupo de quatro pessoas é informado que a casa está lotada, enquanto o mesmo homem que os dispensa se volta a mim e à minha parceira com um largo sorriso, como se pressentisse a chegada de alguém importante. “Ah, o casal da mesa especial!”

Descubro, então, que o homem é ninguém menos que o dono do Le Salon e que ataca de cozinheiro e garçom. O acúmulo de funções não lhe tira o sorriso do rosto e ele nos leva à sala reservada, passando por outra muito mais ampla. Ficamos separados dos demais, em espaço bem confortável, com a mesa e ainda um pequeno divã ao lado. A decoração é sóbria e a música lounge é perfeita para o clima romântico que já estava criado.

Recebemos também um sino, no caso de sermos “esquecidos” pelos garçons. Mas nem o usamos, pois o atendimento é preciso: sem longas esperas, nem muita intromissão. Pedido feito, vinho no copo e aproveitamos o tempo para sentarmos no divã e conversar, como se estivéssemos numa festa tranqüila na casa de amigos.

Em seguida chegam os pratos, com boa apresentação, e a comida completa o clima. Como já conhecia a “especialidade” em carne bovina da casa, ataco de Faux Fillet Henri VIII, com duas guarnições e um molho de queijo roquefort. Uma delícia. E na frente, olho também com água no boca o tagliatelle com salmão da minha parceira. Comemos bem, bebemos bem e talvez a única coisa que atrapalhe um pouco seja a repetição ininterrupta do mesmo cd de quando chegamos. Mas tudo bem, a boa impressão já havia ficado.

Para fechar, a sobremesa é o tradicional moelleux au chocolat, mas muito bem servido. Na conta, 27 euros por pessoa, com o prato a 15 euros em média, a sobremesa a 7,50 e mais um pichet de vinho.

Ao final de quase duas horas, nos levantamos e nos damos conta de que o restaurante já está vazio. O dono, então, se aproxima e nos surpreende com sua franqueza: “Ufa! Fiquei com medo de ir até a sala porque achei que vocês poderiam estar pelados!“. Frase um tanto quanto bizarra, mas até que a pedida não era uma má idéia. Afinal, a noite romântica no Le Salon ficaria ainda melhor.

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Auto-promoção 1

Abril 14, 2008 at 8:20 am (Brasil - França) (, , , , , )

Vai, quem não gosta de fazer uma propagandinha pessoal? Segue aí a matéria que saiu no site Comunique-se (http://www.escoladecomunicacao.com.br/news/news.asp?id=107) com alguns blogueiros do mundo todo, incluindo eu.

Jornalistas brasileiros usam blogs para contar experiências no exterior

Num país distante, com língua e sociedade diferentes, o blog é uma opção para o jornalista se aproximar do seu idioma nativo e compartilhar com seus leitores as experiências de lidar com uma nova cultura.

Foi assim que o blog do freelancer, Richard Amante, há quase um ano na China, ficou conhecido. Amante na China, traz posts sobre a experiência do jornalista neste país, além da Mongólia. “Só fiz divulgação para os meus amigos. Hoje tenho acessos do mundo inteiro, recebo mensagens diariamente, e quem quer vir pra China encontra no blog um espaço pra tirar dúvidas e preparar melhor a viagem”, relata.

A partir da próxima semana Amante deve lançar outro blog, o Amante em Pequim, parte do trabalho que faz como freelancer para o SporTV e Globoesporte.com.

Para Amante, a liberdade de expressão, que sempre esteve atrelada aos blogs, na China é algo frágil. Conta que a cobertura é muito limitada no país. “A Internet é muito censurada, sites e blogs saem do ar a todo instante sem explicação nenhuma. Revistas são distribuídas com páginas arrancadas, canais de TV são bloqueados, mas já me disseram que foi pior”, relata.

Paris na Linha, o blog de Elói Silveira, conta as experiências do jornalista na capital francesa. Elói já trabalhou no UOL Esporte, Gazeta Esportiva, Tenisbrasil e agora é freelancer da área esportiva e de revistas de viagem.

“Acho que todo jornalista é, naturalmente, um aficionado por escrever, então ter um blog de assuntos diversos pode ser importante para que ele quebre a seriedade de sua profissão, explorar temas diferentes e que às vezes ficavam guardados no fundo da pasta de idéias da cabeça “, afirma ele.

A jornalista Manoela Maia trocou Maceió por Nova York e atualmente posta o NYC Week, e conta detalhes da imigração e da adaptação no novo país, além de histórias curiosas da cidade. “Estou muito feliz porque tenho recebido muitos elogios. Algumas pessoas estão me incentivando a escrever um livro”, conta ela.

Blogs e carreira
Muitos jornalistas afirmam que os blogs podem ajudar a se projetar na carreira. Leila Couceiro, que atualmente vive na Califórnia, e posta no Stuck in Sac, acredita que as empresas de comunicação estão atentas aos blogs e que a audiência deles pode atrair propostas de trabalho na mídia.

“Eles percebem que o autor tem possibilidade de atrair audiência para o seu veículo. Além disso, pessoas que não estão empregadas em nenhum veículo de destaque, e conseguem fazer um nome na blogosfera, muitas vezes acabam ganhando convites para trabalhos freelance ou mesmo empregos tradicionais na mídia”, afirma Leila.

Elói Silveira também vê os blogs como uma boa opção para encontrar novas oportunidades na carreira. “É, sem dúvida, um dos melhores cartões de visita que você pode ter”.

O estímulo
Amante afirma que começou a escrever para relatar suas experiências na China e na Mongólia. Para ele, o blog possibilita a publicação de material que não foi veiculado nos veículos tradicionais, além de contado com o público. “O blog é uma ferramenta que coloca o jornalista mais perto do leitor, é onde ele tem um retorno mais efetivo e imediato sobre o que publicou. Também serve pra mostrar que o nosso trabalho é maior que aquilo que aparece na mídia”, afirma.

“No meu caso específico, o blog serve muito para que eu mantenha ‘contato’ com a escrita. Como moro na França e estudo a nova língua desde que cheguei, é natural que deixe de lado um pouco o português para me dedicar ao francês, então o blog acaba sendo uma forma de exercitar meu texto”, afirma Elói Silveira.

Já Leila começou a escrever em blogs em 2004, por conta da mobilização gerada pelos blogs de política americanos, cobrindo a disputa entre Kerry e Bush. “O fenômeno que ocorreu, a partir de 2004, é que milhões de pessoas passaram a usar os blogs como fonte diária de informação, leitura, debate, expressão. O blog deu mais poder ao cidadão comum, jornalista ou não, de influenciar a opinião pública”, conta ela.

Manoela criou seu blog de uma forma bem espontânea, para informar a família e os amigos das novidades. “Criei o blog porque sentia a necessidade de compartilhar as experiências vividas aqui em Nova York. No início mandava e-mails enormes para minha família como forma de diminuir as saudades e também para contar as novidades. Então os textos foram ficando interessantes e eu resolvi criar o blog”, conta ela.

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Mise à jour

Abril 10, 2008 at 5:29 pm (Brasil - França) (, , , , , , , , )

Alguns dos posts que escrevi no passado já merecem atualização. É o caso daquele sobre o show do Radiohead, que está esgostado há meses. Conversando com o Daniel ”Chéri à Paris”, descobri que vou tentar a tática dele e de um amigo de entrar em shows que já têm ingressos esgotados. É o básico de comprar com cambista, mas se aproveitando do desespero dos caras em ficar com um ingresso caro na mão. Ele fez isso no Gilberto Gil da última semana e deu bem certo.

Naquele outro sobre as gafes, um amigo me disse que passou uma incrível vergonha ao entrar numa loja especializada em cinema e pedir um pôster do filme “La Honte” (A vergonha), enquanto ele queria mesmo dizer “La Haine” (O ódio). O vendedor ainda tentou consertar, fez cara de dúvida e perguntou gentilmente se não era a segunda opção. “Quel honte !”, como eles dizem aqui.

Já para lista das coisas que não vivo mais sem, incluo a biblioteca pública. Como é bom ter uma dessas perto de casa e ir lá ler ou alugar livros, quadrinhos e até cds e dvds. Na última vez, fiz a rapa e peguei dois filmes “Intervention Divine” e “Meu nome é Tsostie”, além de cds do Gil, Siba e a Fuloresta e Toquinho.

Outra é mais obre a série polêmica de comentários de um post do Paris Saint Germain. Falaram mal do meu São Paulo e o time está melhorando, mesmo que ainda sem brilho. Podemos até levar outra piaba do Palmeiras, mas pelo menos chegamos à semifinal do Paulixão.

Por fim, o do cotidiano non sense mal entrou e já merece atualização. É que o tempo anda non sense aqui. Semana passada quis melhorar, fez dois dias de sol, quinta e sexta, 16 graus, mas no final de semana caiu a temperatura e choveu. No domingo, piorou e chegou ao cúmulo de nevar. Por isso, repito : haja saco pra aguentar o clima aqui.

Neve no telhado da frente

Mais neve nos carros

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Cotidiano non sense

Abril 9, 2008 at 10:53 pm (Brasil - França) (, , , , , , )

- Estava voltando de bicicleta para casa, lentamente porque conversava com um amigo, quando avisto não tão longe um grupo de manos ao redor de um banco. E percebo que um deles vem em minha direção, me encarando, situação que eu já considero bastante estranha e um tanto perigosa. Afinal, estou de bicicleta e eles são uns 8. O mano então pede para que eu pare, eu finjo que não escuto e ele finalmente me segura e interrompe minha passagem. E eu penso : “F… !”

Mas nos dois segundos que se seguiram - e que foram suficientes para lembrar de dois roubos de bicicleta em São Paulo - tudo mudou. O mano me pergunta com um grande sotaque típico de mano: “Te dou 100 conto se você arrebentar aquele cara”, apontando para outro mano, logo à sua frente, que sorria.

Ainda com a adrenalina em alta, mas já bem mais tranquilo, digo que “sem chance, mano”, enquanto o outro me propõe “mesmo 1.000″ . Eles riem, eu rio, meu amigo ri e todos continuam o que faziam antes da intervenção. Conclusão: mano de primeiro mundo é outra coisa.

- Hoje, saindo da biblioteca, vejo uma família simpática falando com seus filhinhos e os amiguinhos deles. O Jean Pierre, um gordinho com seus 10 anos, queria ir para a casa dos amiguinhos, mas o problema é que ele já tinha almoçado e os amiguinhos não.

Então o pai, obviamente, disse que o Jean Pierre poderia esperar e ir mais à tarde. E o Jean Pierre fala: “Mas eu podia realmoçar com eles”. Conclusão: Gordinho é gordinho em qualquer lugar do mundo e inventa até palavras para comer mais.

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As listas dos percursos

Abril 5, 2008 at 12:11 pm (Dicas e Passeios) (, , , , , , , )

Terminei nesta sexta os três percursos de bike por Paris que eu mesmo criei para a matéria que estou escrevendo. Não foi fácil, porque ao mesmo tempo em que pedalava, tinha que ir parando para tirar fotos, gravar comentários e tentar não ser atropelado. Graças aos céus que meu pedido surtiu efeito e consegui correr nos dois únicos dias de sol dos últimos 6 meses para aproveitar.

E graças aos céus também que meu Ipod renasceu das cinzas após um blackout da última semana. Eu andava tristonho, mas ele voltou a funcionar e pude sair pimpão pelas ruas ouvindo minhas músicas preferidas. Dito tudo isso, sigo abaixo com uma pequena lista do que aconteceu nestes últimos e como foram meus passeios.

- Cinco sessões de rolê, sendo quatro de manhã/tarde e uma de noite. Ao todo, 15 horas gastas e não faço idéia de quantos quilômetros, porque sempre que acabava um percurso tinha que voltar pra casa de bicicleta também. Um saco.

- Mais de 500 fotos, sendo que muitas delas inaproveitáveis. Quatro pares de pilhas.

- Três recargas do Ipod, com uma lista enorme de bandas ouvidas. Destaco minha lista com 52 preferidas (ou as que consegui dar nota e que ficam rodando no shuffle). Entre elas, destaco as “óperas” Thick As Brick, do Jethro Tull, Stairway to Heaven e Achiles Last Stand (do Led), duas do Scenes From a Memory, do Dream Theater, e The End, do The Doors. Todas com cerca de 10 minutos pra mais.

- Menções também para Refazenda, Construção, Killers, muitas do Mates of State, Everlong e I’ll Stick Around, do Foo Fighters, um monte do Dave Matthews, Dave Brubeck, Moacir Santos (e a expecional Rota), The Smiths e até Faith No More, com Digging a Grave.

- Mas no último dia, em particular, larguei de Saint Lazare com White Album, dos Beatles (com ressalvas para minhas favoritas Helter Skelter, Everybody’s Got Something to Hide Except For Me And My Monkey e Rocky Racoon. Sendo que um francês me olhou de forma bizarra quando gritei o refrão de “Why Don’t We Do It In The Road“. Ao menos fosse uma francesa…). Teve também The New Pornographers e discografia de Los Hermanos, porque estava sem criatividade e não queria ficar trocando de grupo.

- A lista de monumentos / parques / lugares também não é pequena. Resumo por passeio: 1 - Sacre Coeur, Parque Monceau, Arco do Triunfo, Bois Boulogne, Torre Eiffel, Hôtel des Invalides, Grand e Petit Palais. 2 - La Vilette, Parque Buttes Chaumont, Cemitério Père-Lachaise, Bastilha, Instituto do Mundo Árabe e Sena. 3 - Madeleine, Place de la Concorde, Pont Neuf, Notre Dame, Ile Saint Louis, Place des Vosges, Le Marais, Hôtel de Ville, Louvre, Place Vendôme, Opera.

- Uma tentativa bizarra de “assalto“. Uma moça (muito provavelmente romena) veio me oferecer um anel, eu disse que não era meu, ela insistiu, disse que minha bicicleta era bonita e perguntou se podia andar nela. É mole?

- Um momento bizarro. Estava eu andando tranquilamente nas proximidades da Place de Clichy, ouvindo música, quando uma mulher na calçada se aproxima aos gritos: “Você está procurando emprego ?” … “Péra, eu estou andando de bicicleta e ouvindo música, o que leva a crer que eu esteja procurando emprego?…Mas mesmo assim, obrigado pela oferta” .

- 127 avanços de semáforos vermelhos, mas NENHUMA perseguição de policial dessa vez. Mandei bem.

- Cada vez conhecendo melhor Paris, mas cada vez mais triste pelo clima aqui.

Em breve posto aqui o texto final também.

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O horário de inverno

Abril 3, 2008 at 9:38 pm (Brasil - França) (, , , , , , , )

Entramos no horário de verão no último sábado, mas aqui o termo serve mesmo para indicar que as luzes das ruas serão acesas mais tarde, lá por volta das 20h30. Porque de verão, esse horário não tem nada. Conversando com amigos brasileiros igualmente decepcionados com o clima aqui, chegamos à conclusão que faz frio e tempo ruim há 6 meses, desde meados de outubro. Duro de aguentar.

Para mim, a situação tem um agravante. Nesta semana tenho que entregar mais um texto para a Próxima Viagem, com rolês de bike pela cidade, e desta vez eles precisam de fotos. Já não sou profissional e o material que tenho não é assim uma Brastemp, e para piorar só nesta quinta o sol resolveu aparecer depois de muita garoa, nuvens e céu cinza. O jeito, então, foi correr pra tentar tirar o máximo de fotos possível, mas é complicado.

Pelo que vi na previsão, a trégua de hoje é passageira e dura só até amanhã. No final de semana e na semana que vem deve voltar a chover. Não dá pra acreditar, o sentimento é de derrota em final de Copa do Mundo. Meu Deus, mande sol pra gente aqui!

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Batismo de gelo

Março 25, 2008 at 11:53 pm (Dicas e Passeios) (, , , , , , , )

Em 3 dias, Elói vai ver a neve. Elói viu a neve duas vezes em sua vida, a primeira em Gramado, em 1990, mas que nem chegou a ser uma neve, neve. E outra em Berlim, no dia 17 de janeiro de 2007. Aquela sim foi uma nevasca. Agora, Elói vai (tentar) esquiar, numa viagem que tem tudo para ser inesquecível, porém nada barata. Assim, ele trará certamente belas fotos, mas não dicas de como pagar pouco ou pegar carona em estação de esqui. Isso, ao que lhe parece, é impossível.

Nevou bastante em toda a França nas últimas semanas, obviamente que não em Paris. Assim, Elói espera não afundar nos flocos brancos e não estar no caminho daquelas bolas de neve que rolam desde o pico da montanha e vão crescendo, crescendo, tal como…bolas de neve. E para isso, ele promete não assobiar, não estourar uma garrafa de champagne e nem uma banana de TNT.

Pelo cronograma, serão duas rodadas de esqui, uma no sábado de manhã, seguido por um passeio de raquetes (provavelmente não as de tênis), e outra no domingo, dia inteiro, até o trem sair. Pelo que contaram, esquiar é mais fácil que patinar no gelo, coisa que o Elói fez uma vez só, recentemente, e achou bem difícil: ele tomou um baita tombo e quase quebrou o joelho e a cabeça. Por isso tudo, vamos torcer por ele.

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