Necessidades primárias

Março 11, 2008 at 1:07 am (Brasil - França, Casa e Familia) (, , , , , , , , , )

Curiosamente, foi a Manue que voltou a citar meu aniversário de um ano aqui em Paris. Ontem, quando falei que nem havia me dado conta do fato, ela me exigiu uma lista curta e sem muita enrolação das coisas que eu não conseguiria mais viver sem. Então, sem enrolação, reproduzo-a:

1 - O metrô parisiense (acho que nem preciso explicar o porquê, certo?)
2 - Bicicleta. E aqui, adoraria ter escrito Velib, mas como vocês sabem, acabei de comprar uma novinha e ando todo pimpão. O fato de Paris ser plana, pequena, ter bastante ciclovias e ser linda me deu uma motivação incrível e fez com que eu conseguisse esquecer daquele tal de carro, tão fundamental no Brasil.
3 - A maneira de comer. Claro que eu ainda choro quando vejo feijão, mas nunca pensei que fosse mudar tanto meu jeito de comer. E também de montar o prato, a mesa, o vinho, de exigir um pedaço de pão…hmmm, deu fome.
4 - Falando nele, o pão. Não dá, pão francês é só na França. Aqui, aliás, até português come baguete e não ousa abrir padaria.
5 - Queijo de cabra. A Manue tem ciúme de queijo de cabra desde o tempo em que eu disse que a verdadeira razão de eu estar aqui não era ela, e sim esta maravilhosa iguaria.
6 - Futebol brasileiro. Eu estou tentando ver os jogos aqui, mas com exceção do Lyon, o resto é sofrível. Foram mais quatro 0 x 0 na última rodada e o PSG que tá seguindo os mesmos passos do Curíntia. E antes de mais nada, outro viva aos criadores do SopCast e da AJTV.

Permalink 5 Comentários

Estacionar em Paris: missão impossível

Fevereiro 27, 2008 at 12:15 am (Política) (, , , , )

Na última sexta-feira, saí de carro por aí com um amigo de um amigo que estava de passagem e havia alugado um pequeno Citroën. Foi divertido porque foi a primeira vez em 1 ano que fiz isso, mas era justamente sexta à noite e percebi que uma das coisas mais terríveis em Paris é tentar estacionar um carro.

A guerra por vagas é feroz, ao ponto de se andar na contra-mão ou realmente empurrar o carro da frente e dar pancadas (e não o famoso totózinho) no de trás. Felizmente o dele era pequeno ao ponto de caber em qualquer espaço de moto. Incrível.

Hoje, voltei a tocar no assunto ao ver três policiais gastando a caneta em multas a carros estacionados em lugares absurdos, como na frente de uma garagem, em cima da faixa de pedestre, bem na esquina de uma rua já apertada e por aí vai. A pegunta é : para onde será que vai esse dinheiro ? Porque se ele for realmente bem empregado, está aí uma das razões para Paris ser desenvolvida.

Permalink Não Há Comentários