Um brasileiro de sucesso no país da gastronomia
Da primeira vez que preparou um prato simples para um coronel do exército em Florianópolis até se tornar chef e sócio de um dos restaurantes em Paris do estrelado Christian Constant apenas 11 anos se passaram. Uma ascensão meteórica, como o próprio Eduardo Jacinto gosta de ressaltar. Mas para ganhar o respeito da exigente clientela francesa e ter hoje uma menção no Guia Michelin, este catarinense de 29 anos teve de suar, ser persistente e também contar com um pouco de sorte.
Em 2003, após voltar de cursos na Itália e na França, Jacinto encontrou o renomado chef francês em semana de palestras no Hotel Gran Melia, em São Paulo. Por falar a língua do mestre, foi convidado a ajudá-lo na preparação dos pratos e ganhou sua confiança. Tanto que seis meses depois ele embarcava para a França com vaga na cozinha do Violon D’Ingres, uma das jóias do império de Constant na Rue Saint Dominique, no nobre 7º arrondissement de Paris, ao lado da Torre Eiffel.
Mesmo sob a tutela do patrão, Jacinto não teve vida fácil no início, sofreu com a língua, pensou em desistir. Mas ficou, superou preconceitos e aos poucos se estabeleceu, passando pelo Le Tables de la Fontaine – outra casa do chef na mesma rua – e chegando enfim ao Café Constant, do qual hoje é sócio. No charmoso bistrô, a menção de Bib Gourmand no Michelin – de ótima cozinha a preço justo – fez com que a ocupação dobrasse e os lucros triplicassem, trouxe ministros, embaixadores e até estrelas de Hollywood. E, claro, fez aumentar ainda mais o número de habitués.
Confira o bate-papo com este chef que hoje se orgulha em carregar o nome do Brasil no centro da culinária mundial. E que também começa a virar celebridade após a publicação de um livro ao lado de Constant e de participações em programas de televisão.
O restaurante tem nome de Café, mas de café ele não tem nada. Os pratos são excelentes e de alto nível. Não é estranha essa relação?
Eduardo Jacinto - Na verdade é só o nome mesmo. No menu, trabalhamos com produtos de luxo, como lagosta, crab royal, cordeiro de leite, em época de caça temos pombo e coelho selvagens, veado, que são até atípicos para um restaurante deste tipo. Temos o mesmo nível de um restaurante gastronômico, mas mantivemos o preço e nossa clientela é fiel. É uma cozinha de alto nível num ambiente simples. Acho que esta é a força do Café.
Qual o papel do Constant hoje no restaurante?
Jacinto - Hoje ele nem cuida mais da cozinha. Por isso tem um responsável para cada casa dele. Eu sou o do Café, faço o menu, coordeno tudo. Mas é claro que o Constant tem uma força enorme, tudo começou diretamente com ele. Como os restaurantes são próximos, ele aparece sempre, o que acaba sendo importante. Ele traz o respaldo do cliente, dá dicas e óbvio que a gente respeita. Na França, ele é um dos três chefs mais influentes ao lado do Alain Ducasse e do Joël Robuchon. É um orgulho enorme fazer parte disso.
Em época de crise e contenção de gastos, o francês tem ido menos a restaurantes?
Jacinto - O que sabemos é que os restaurantes 3 estrelas acabaram perdendo metade da clientela habitual. Não existem mais as grandes reuniões de negócios neles, os preços são muito altos. Os clientes passaram então para os 2 estrelas. Os de 2 estrelas foram para o 1 estrela ou para nossa casa. E o lucro triplicou, ainda mais depois da menção no Michelin. Antes servíamos 40 pessoas no almoço e 70, 80 à noite. Agora fazemos 80 no meio-dia e 120 no jantar. Temos uma clientela de alto nível, mas que se adaptou à fase. E temos os habitués, que são exigentes, clientes de 60, 70 anos que comem aqui há muito tempo.
Quando você fala em clientela de nível, você quer dizer quem exatamente?
Jacinto - Muito chef de cozinha francês já veio. O Eric Fréchon (que acabou de receber a terceira estrela do Michelin) foi um. Ele foi sub-chefe do Constant. Veio também o Yannick Alleno (do Le Meurice), o Ducasse, o Robuchon…Todos saíram satisfeitos e vieram agradecer. Recentemente também vieram ex-embaixadores do Brasil, o ministro Xavier Bertrand (ministro do Trabalho na França) e a atriz de Hollywood Eva Mendes. E esse respaldo desde o cliente normal até o mais importante me motiva muito. Quero ouvir que eles passaram um momento gostoso aqui.
Mas se chefs famosos saíram contentes, não seria o caso de o Café Constant ter um ou duas estrelas no Michelin? Isso te atrai?
Jacinto - Na publicação do último Guia Michelin, o diretor fez um comentário interessante que acabei guardando como inspiração para mim. Ele foi em um restaurante Bib Gourmand, do mesmo nível do nosso, e explicou o conceito, que era um lugar para as pessoas que querem comer muito bem e pagar pelo que vem no prato. Não talvez pela toalha de mesa, pelo copo de cristal, pelo serviço de sommelier ou pelos 15 garçons. E em relação ao prato, na ocasião, ele falou: ‘Para mim, o que estou comendo aqui é 3 estrelas’. É isso que a gente quer, por isso não temos intenção de mudar. A estrela, claro que é importante. Qualifica o tipo de produto, de serviço, o ambiente. Mas a cozinha, em si, é como a nossa que gosto.
Você contou que teve problemas de adaptação, pela língua, pelo nome dos produtos. Hoje que domina o assunto. Quando foi que percebeu que estava pronto para encarar de frente os melhores chefs franceses?
Jacinto - Acho que o fato de ter passado muito tempo ao lado do Constant ajudou demais. Você aprende na prática o cozimento perfeito de uma lagosta, de um terrine de foie gras, de um boeuf bourguignon. Mas o prato que me deixou mais orgulhoso foi o lièvre à la royale. O grande chef que se preze sabe fazer. E não é me gabar (risos), mas tê-lo feito com perfeição, para mim foi primordial. Ouvi de outra personalidade, o critico gastronômico Jean Luc Petitrenaud, do canal 5, que talvez tivesse sido o melhor que ele já havia comido. E ele fez outro comentário curioso: ‘O que mais me impressionou é que foi feito por um brasileiro’. Fiquei super orgulhoso. Hoje sou conhecido por ser um chef brasileiro e quero sempre ser vinculado ao meu país.
Fale enfim do seu livro. Você assinou junto com o Constant?
Jacinto - Sim. Tivemos a ideia de fazer um livro com os quatro chefs responsáveis pelos restaurantes do Constant. Cada um colocou suas receitas em cada volume. E eu fiz do Café. Foi lançado numa espécie de caixa, com o nome La Maison Constant. Foi um sucesso, por enquanto já vendemos mais de 20 mil cópias.
Link original na Wish: http://wishreport.ig.com.br/?p=17532
Paris Zen
Tantos são os lugares maravilhosos a conhecer em Paris que uma simples visita pode deixar o turista cansado. E se a agenda permite, por que não quebrar o ritmo de museus, castelos e restaurantes com uma passagem por um dos diversos spas da cidade? A opção tem atraído cada vez mais a nata da sociedade local e pode deixar sua próxima viagem ainda mais especial.
No Triângulo de Ouro, um dos pontos mais chiques da cidade, boas opções não faltam. Ao lado da Champs Elysées e não muito longe do Arco do Triunfo, por exemplo, se encontra o Espace Payot, da famosa marca de cosméticos. Um complexo idealizado pelo arquiteto Joseph Caspari com 1.200 m² de luxo, bom gosto e paz para clientes de um dia ou de um ano.
Desde a recepção, o serviço personalizado traz a certeza de que, nas próximas horas, o único compromisso inadiável é com o relaxamento. E para isso, o spa conta com uma piscina equipada com “zonas de massagem” e música debaixo d’água, uma jacuzzi e duas grandes saunas, tudo sincronizado com sistema de iluminação especial. Afinal, segundo o ideal do Dr. Payot, a cromoterapia faz parte dos cuidados com o corpo.
O local ainda funciona como centro fitness, com aparelhos de última geração, e, claro, como espaço de culto à massagem. São cinco cabines especiais, isoladas do mundo e que podem ser reservadas para uma ou duas pessoas, em caso de surpresa romântica em grande estilo. Opções de tratamentos não faltam. Por massagem com pedras preciosas, limpeza de pele ou banhos terapêuticos, o cliente não desembolsará menos de 150 euros. Num caso mais específico e longo, como o “My Day”, de seis horas, os preços podem atingir 700, 800 ou mais de 1.000.
Valores que não chegam a incomodar aqueles que prezam pelo bem-estar. “Temos no momento duas clientes brasileiras no sistema anual, mas recebemos muitos outros ao longo do ano”, revela Nadia Seri, chefe da recepção do Espace Payot.
Não muito longe, na conceituada rua Faubourg Saint-Honoré, o Instituto Sothys conta com área mais modesta (400 m²), mas reconhecida de longe pela emblemática deusa da fachada e pelo manobrista em trajes de gala. Dentro, a ordem é se deixar levar pelas “escapadas” que podem durar de três a seis horas, com opções de escolha de luzes, da música relaxante e dos produtos e técnicas a serem utilizadas. Isso após um programa personalizado estabelecido pelos técnicos do centro.
Já em Bercy, bairro afastado do centro glamoroso de Paris, está o Omnisens, criado exatamente para que a fuga do barulho e do estresse seja total. Com ideal de “estar no campo”, o espaço não é menos luxuoso e foi escolhido como um dos 100 melhores spas do mundo por dois guias de prestígio. No “menu”, ideias curiosas como uma noite de massagens, regada a champagne, outras à tarde, com degustação de guloseimas e chás, e tratamentos específicos para homens, gestantes e a descoberta da aromaterapia. E melhor: com valores acessíveis.
Espace Payot
62, rue Pierre Charron
0145614208
www.espacepayot.com
Institut Sothys
128, rue du Faubourg-Saint-Honoré
0153939153
www.sothys.com
Omnisens
Bercy Village
0143419696
www.omnisens.fr
Link original na Wish:
http://wishreport.ig.com.br/?p=16714
Turismo personalizado
Você escolhe e empresa especializada na história de Paris abre portas de lugares especiais (de acordo com sua vontade)
Uma Paris original. Uma Paris de acordo com o que você quer ver. Se as opções clássicas de turismo na Cidade-Luz já foram esgotadas, a boa pedida em uma próxima visita é sair do tradicional. Que tal, então, fazer isso com classe? É o que propõe a empresa Le Paris De. Criada em 2007 e dirigida por Veronique Reynaud, ela une história e organização de eventos e tem como lema “abrir as portas de lugares que você nunca imaginou”.
Para pequenos ou grandes grupos, de aniversários a reuniões de negócios, o que basta é ter uma boa ideia. Foi assim que uma empresa ligada à bolsa de Paris presenteou alguns de seus diretores em 2008. Ao invés de festa tradicional, um coquetel, seguido de jantar e champagne no jardim e salão principal da casa de um antigo funcionário do imperador Napoleão Bonaparte, com decoração típica do século 19. Tudo como o cliente havia desejado.
“Sempre pensamos no lado histórico também, por isso contamos com guias e gente especializada. Mas se a ideia é apenas estar em um belo lugar, onde pessoas em geral não podem ir, a gente pode fazer”, garante Reynaud. “Queremos mostrar uma Paris secreta, fora do que todo mundo vê e sob medida”, completa.
Para ter essa Paris “à la carte”, no entanto, é imprescindível reservar um bom orçamento. Dependendo do tamanho do pedido, os custos de aluguel e preparação do local podem ser altos, mas “negociáveis”, segundo Reynaud. Um dos importantes eventos realizados recentemente, por exemplo, fechou o tradicional Hôtel Carnavalet, construído no final do século 16, para 150 pessoas. “Fizemos uma reconstituição da época de Luís 14 e organizamos um coquetel e jantar no jardim. Foi um momento muito interessante, bem parisiense”, conta Reynaud.
Aliás, ser “bem parisiense” é o que faz com que a Le Paris De consiga personalizar as visitas e abrir algumas portas. “Trabalho há 30 anos aqui e tenho um boa rede de contatos. Todos são fanáticos por esta cidade”, encerra Reynaud. Para ela, só não vale pedir a Torre Eiffel ou a Opéra Garnier para uma noite a dois.
A estrela anti-crise de Fréchon
Chefe agraciado com a 3ª estrela do Guia Michelin quer voltar a encher o Le Bristol
Em época de crise, nem mesmo o status de restaurante preferido do presidente Nicolas Sarkozy garantia ao Le Bristol o sucesso de público. Mas os tempos de ocupação relativamente baixa deste “palácio parisiense” devem chegar ao fim. Ao receber a terceira estrela do Guia Michelin, o chefe Eric Fréchon reconheceu que espera a partir de agora ver as mesas de seu estabelecimento totalmente tomadas.
Bastante procurado pela imprensa francesa nesta semana em que brilhou praticamente sozinho na centésima edição do guia mais tradicional do mundo, Fréchon mostrou-se aliviado e duplamente satisfeito pela honraria. “Esta terceira estrela vem na hora certa. Ela vai salvar o nosso ano”, reconheceu o chefe de 45 anos, até então preocupado com os modestos 50% de freaquência da casa.
A esperança da nova sensação da culinária francesa não vem à toa. Mesmo que nenhum estudo oficial sobre o tema tenha sido realizado até hoje, comenta-se que o aumento do faturamento médio de um restaurante gire em torno de 30 a 40% por estrela recebida no “guia vermelho”. Com o Le Bristol não foi diferente. “Mesmo antes da confirmação meu telefone não parava de tocar. E as reservas aumentaram sensivelmente. Estava realmente ansioso para ver este resultado”, continuou Fréchon.
Décimo três estrelas de Paris, o Le Bristol é o quarto deles no chique oitavo arrondissement da cidade, juntando-se ao Ledoyen, ao Pierre Gagnaire e ao Alain Ducasse. Os outros também não estão muito longe: o Le Meurice está no primeiro, o L’Ambroisie no quarto, o L’Arpège no sétimo, o L’Astrance e o Le Pré Catalan no 16° e o Guy Savoy no 17°. Ao todo, a França soma agora 26 restaurantes com cotação máxima.
Aluguel de Flat em Paris
Acho que o Conexão Paris já comentou, mas como eu também recebi comentários positivos de um sistema de aluguéis de flat em Paris, acho bom compartilhá-los por aqui. Afinal, qualquer albergue médio na França (para não falar nos hotéis) não sai por menos de 22, 24 euros, são naqueles estilos “dormitórios” e ousam cobrar singelos 1, 2 euros pelos cobertores e jogo de cama. Ou seja, no final, a brincadeira acaba saindo bem cara.
Ciente dos preços, o Felipe, um conhecido daqui do Paris na Linha mesmo, me passou a dica quando veio para cá. Ele e a mulher acharam o site Rent a Flat Paris, que disponibiliza alguns pequenos studios por preços acessíveis. O Felipe admitiu que temeu cair numa daquelas ciladas da internet, tamanhas eram as comodidades. Mas veio do mesmo jeito e acabou se surpreendendo positivamente.
Apesar de ser tudo informal, nada deu errado. Ele reservou pela internet um dos seis apartamentos disponíveis (com fotos), pagou adiantado e recebeu um contrato não-oficial para ajudar caso a imigração resolvesse atrapalhar. O preço por semana varia entre 370 e 380 euros, mais ou menos uns 53 por dia e uns 26, 27 por pessoa. Ora, para pagar isso num albergue, por que não ficar numa casa?
Além da ótima localização (Le Marais e Rue de Rivoli, bem no centro), os flats (que têm cerca de 15 m²) tinham tudo que uma casinha modesta pode oferecer, com banheiro, geladeira, fogão (elétrico, com placas, como na maioria dos casos por aqui), armários e até telefone e sistema de internet. Tanto que o Felipe usou o telefone para ligar para um celular em Londres e acabou deixando 20 euros em cima da mesa, com uma notinha explicando o valor, na hora de sair.
Perguntei a ele uma coisa que vale ficar atento. Por exemplo, como ficaria a situação no caso de quebrar coisas valiosas ou no caso de coisas importantes – como o aquecimento, o chuveiro, a geladeira, etc – quebrarem se não existe o tal contrato oficial? Ele não soube responder, disse que achava que tudo seria feito na base do “bom senso”, mas que confiou e até deixou o cartão de crédito com o M. Frederic Radet, o proprietário, que foi extremamente gentil e solícito do início ao fim.
De qualquer jeito, acho que quem for tentar pode bem verificar certas cláusulas para que não aconteça nenhuma surpresa negativa. E quem quiser pode comentar aqui e dar outras dicas semelhantes.
Valência

Cidade hight-tech

Palau de les Arts

Prédio doidão

Outro prédio, o Hemisferic, este em forma de olho

No fundo, o aquario, que dizem ser um dos maiores da Europa.

Imaginando a saída dos guardas brancos do Star Wars

Mais prédios e com a cidade iluminando o céu ao fundo
Venha descongelar você também
Passada uma semana desde que as temperaturas insistiram em continuar negativas, o branco ainda predominava em Paris. Nevou um dia, só isso. Mas foi o suficiente para deixar uma bela herança. Mais impressionante ainda foi constatar que dois canais superfamosos daqui, o Saint Martin e o Bassin de La Villette estavam congeladinhos da Silva. Incrível!
Mas depois de algum tempo os passeios de bicicleta a -5°C acabaram. A temperatura subiu consideravelmente desde segunda-feira, chegando aos tais tropicais 5°C!! O suficiente para tirar a poeira das havaianas, pegar aquela bermuda florida que estava no fundo do armario e passar um pouco de protetor solar para não correr riscos. Estamos torrando, suando e dando cambalhotas nas ruas outrora brancas.
Sem mais comentarios esdruxulos, seguem as derradeiras fotos da passagem da camada polar pela França.

Canal St Martin congelado


O resto de neve ao lado do Bassin, também congelado

Apesar da cor em excesso, a prova de que o Bassin tbm virou pedra

As mesmas vinhas que em um outro posto estavam verdinhas, verdinhas


Na Butte Montmartre, a neve, a torre e o pôr-do-sol
Paris é cinza
- Notre Dame
- O Sena
- Paris é cinza
- Paris Na Linha
- Metalinguagem
- O futuro Sebastião
- A cor do outono
Coberturas
Lembro que pus as matérias originais, mas não lembro se tinha colocado junto os links.
Então, com atraso, seguem alguns:
Beynac (Pérolas da Europa) – http://www.proximaviagem.com.br/revista/104/imagens/9344
http://www.proximaviagem.com.br/revista/104/textos/2793
Paris em Vélib - http://www.proximaviagem.com.br/revista/103/textos/2730 (eles só me citam, não põem o texto. Mas tudo bem, este aqui está no blog)
Matérias do Tenisbrasil
Entrevista Bellucci – http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/entrevista/thomazbellucci3.html
Especiais Fim de Ano – Tênis Masculino http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/especial/2009.htm
Tênis Feminino - http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/especial/2009feminino.htm
Masters Series Paris – Bercy – 2008 – http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/entrevista/brunosoares.htm
http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/diaadia/ult138u38208.htm
L’Opéra Garnier
Nada confortável, diga-se de passagem. Um casal do lado reclamava que estávamos numa “boite de sardines“. Eu diria ao menos de salmão, ou caviar, porque o lugar era chique. Independentemente do peixe ou de suas ovas, praticamente não tínhamos como ficar sentados retos sem dar leves joelhadas no incomodado espectador da frente. Era achar uma posição e aguentar o máximo até trocar sem fazer estardalhaço. Mas valeu a pena. No intervalo, em mais uma idéia brilhante e ousada da Manue, descemos e achamos lugares vazios na frente do palco. Ninguém falou nada e pudemos até ver as expressões e os verdadeiros rostos dos personagens.
A ópera, em si, foi muito boa. A história da “Noiva Vendida” lembra outras clássicas de Molière, bem cômica: um casal apaixonado é obrigado a se separar porque a família da Marenka quer que ela se case com um homem rico. Um negociador então propõe uma verba ao Jenik para liberar sua amada. Ele aceita, mas faz uma contra-proposta: que a Marenka possa se casar apenas com o filho do casal X. Tudo certo, o rico casal X aceita o casamento da Marenka com seu filho, Mischa…Mas no fim, uma surpresa! Este casal na verdade tinha dois filhos e um, que havia fugido no passado reaparece e é ninguém menos que o próprio Jenik. Moral: de pessoa horrível e sem coração por vender sua amada, ele termina com a grana do acordo, com a novamente apaixonada Marenka e ainda ridiculariza o negociador. Malandro esse Jenik!!
E em termos de estilo, vestimentas, nada de século XV e clássico. Pelo contrário, roupas normais, cenário simples e nada de exuberante a não ser as vozes dos atores/cantores/dançarinos. E como eles cantavam em tcheco, um grande telão com a legenda acompanhava e direcionava a história. Excelente.
Algumas imagens:
PS: Pro inferno o wordpress e o sistema de postar fotos.
- Uma das salas da Opéra
- A entrada principal
- O teatro, visto do alto
- Vista da platéia
- A lata de sardinha
- A despedida dos atores
Dicas para melhor usar o Vélib
Aproveitando que eu voltei a fazer do vélib meu transporte número 1 e que o Jamal me avisou sobre algumas novidades que não sabia, resolvi juntar alguns conselhos práticos para você usar melhor o sistema de bicicletas públicas de Paris.
- Começando pela dica do Jamal, pegar uma bicicleta no plano e devolver no alto garante 15 minutos grátis na próxima locação. Para ganhar o bônus, basta devolver a bicicleta nas estações marcadas com V+ (no 5°, 9°, 13°, 14°, 15°, 16°, 18°, 19° e 20° arrondissements). Essas estações estão localizadas no mínimo a 60 metros de altitude.
- Se os 30 minutos do aluguel estiverem acabando e você só encontrar estações lotadas, pare e passe seu cartão ou credite o número do bilhete. Aparecerá no visor a opção: “Validar seus 15 minutos gratuitos“. Você valida e ganha um tempinho a mais para achar outra estação.
- Essa outra dica é do Daniel. De tempos em tempos, novas bicicletas são colocadas à disposição. E como elas são numeradas, dá para ter uma idéia de quais são as mais novas e, em teoria, têm maior possibilidade de estarem em bom estado. Assim, procure sempre as de número acima de 20 mil.
- Existe uma linguagem de sinais entre usuários de vélib. Se a bicicleta está ruim, devolva-a e vire o assento para trás.
- Alguns passos são importantes pouco antes de pegar a bicicleta. Primeiro, verifique se os pneus não estão furados, dê leves chutes nas rodas. Em seguida, passe ao assento, verifique se ele tem o regulador de altura. É válido ainda levantar a bicicleta e dar uma pedalada para ver se as correntes e as marchas funcionam. Por fim, mas menos importantes, cheque a “buzininha”.
- Na teoria, as regras para carros são as mesmas para as bicicletas. Ou seja, se você passar um sinal vermelho, multa. Eu já fui parado algumas vezes, mas na “hora H” os policiais nunca me obrigaram a pagar. Por isso, o que vale mesmo é verificar se não existem guardas ao redor, se carros não estão cruzando e passar. A estratégia é a mesma para quem está acostumado a dirigir em São Paulo à noite.
- Verifique bem o caminho a ser percorrido antes de se aventurar por aí. Existem mapas com as ciclovias. Outro dia eu fui cruzar Paris achando que sabia tudo de cabeça, errei inúmeras vezes e quase estourei o tempo em algumas ocasiões.
- Já o que não é mentira é sinalizar. Isso vale e é importante para a segurança. Se for cruzar uma avenida, uma rua, não tenha tanto medo, mas gesticule, erga o braço indicando para qual lado você vai virar e vá aos poucos.
- Na época de frio, proteja-se extremamente bem, sobretudo com algo para pescoço e mãos. Como diz o Jamal, apague o cigarro e deixe o celular quietinho. Em relação a ouvir música, tem gente que não se sente segura e prefere prestar atenção no caminho. Para mim, saída sem música é tão ruim quanto cruzar Paris de metrô sem ter nada para ler.
- Claro que tem que entender francês, mas o blog do vélb é bem legal e prático. Dêem uma olhada: http://blog.velib.paris.fr/blog/
Outros momentos…
Na última Festa da Colheita das uvas de Montmartre, o bairro ficou cheio. E claro que enfrentar uma multidão nunca é algo agradável. Mas aqui no quartier nem isso chega a incomodar tanto. Ao contrário, quanto mais visitante, mais artista de rua, mais festa, mais alegria…
As escadarias de Montmartre
Montmartre é o ponto mais alto de Paris, com 130 metros de altura. Logo, para chegar até o topo do morro e apreciar uma das mais belas vistas da cidade, você é obrigado a subir incontáveis degraus nas diversas escadarias espalhadas pelo quartier. E mesmo que você seja um daqueles que pega elevador pra descer do térreo ao subsolo, vai adorar sofrer um pouquinho e chegar lá em cima ofegante, mas feliz.

Restaurantes de Montmartre: Le Cépage e Le Maquis
Os restaurantes Le Cépage e Le Maquis não são nem de longe os melhores exemplos da excelente gastronomia francesa. Ainda assim, merecem destaque por outro fator: a localização. Ambos estão na Rue Caulaincourt, uma das mais típicas do charmoso quartier de Montmartre, e são separados por alguns poucos metros. Neles, a comida é o de menos. Já o simples fato de ir e observar o estilo local pode ser um momento muito mais marcante.
Há décadas, o Le Cépage faz parte do cotidiano dos moradores do bairro, servindo de simples cafés a refeições completas e até ostras, a especialidade da casa (encontradas entre março e outubro). Eventualmente, concertos de jazz movimentam às noites no amplo salão interno e dão o toque requintado da região dos artistas de Paris.
Comum também é ver em suas mesas espalhadas pela calçada uma mistura de franceses e turistas. Para descobrir o primeiro é simples: basta verificar se à sua frente existe uma pequena xícara de café vazia já há um bom tempo e se um jornal aberto esconde devidamente seu rosto. O segundo é reconhecido pelos cliques que dá em sua câmera e pelo olhar curioso para as famosas escadarias ao lado.
Exatamente por estar localizado entre estações de metrô e o caminho que leva ao topo do monte e à Sacre Cœur, o Le Cépage é ponto obrigatório de parada e certamente está retratado em milhares (talvez milhões) de fotos de viajantes que pelo menos por um dia se apaixonaram pelas ruas de Montmartre.
Logo ao lado, o Le Maquis também traz esta característica de mistura. Possivelmente um turista não receberá o tratamento caloroso que um antigo morador da região terá. Por outro lado e, levando em consideração que os franceses são conhecidos mundialmente pela impaciência com visitantes, isto não chega a ser um ponto que impeça a ida ao restaurante.
No menu, pratos típicos, com massa e carne (o tradicional ossobuco italiano foi testado e aprovado) e preços variando entre 14 e 16 euros para o sistema entrada + prato ou prato + sobremesa. Se conseguir levar o patrão na lábia, pode ganhar de presente um aperitivo simples. Certamente uma experiência mais cultural do que gastronômica.












































