Turismo personalizado
Você escolhe e empresa especializada na história de Paris abre portas de lugares especiais (de acordo com sua vontade)
Uma Paris original. Uma Paris de acordo com o que você quer ver. Se as opções clássicas de turismo na Cidade-Luz já foram esgotadas, a boa pedida em uma próxima visita é sair do tradicional. Que tal, então, fazer isso com classe? É o que propõe a empresa Le Paris De. Criada em 2007 e dirigida por Veronique Reynaud, ela une história e organização de eventos e tem como lema “abrir as portas de lugares que você nunca imaginou”.
Para pequenos ou grandes grupos, de aniversários a reuniões de negócios, o que basta é ter uma boa ideia. Foi assim que uma empresa ligada à bolsa de Paris presenteou alguns de seus diretores em 2008. Ao invés de festa tradicional, um coquetel, seguido de jantar e champagne no jardim e salão principal da casa de um antigo funcionário do imperador Napoleão Bonaparte, com decoração típica do século 19. Tudo como o cliente havia desejado.
“Sempre pensamos no lado histórico também, por isso contamos com guias e gente especializada. Mas se a ideia é apenas estar em um belo lugar, onde pessoas em geral não podem ir, a gente pode fazer”, garante Reynaud. “Queremos mostrar uma Paris secreta, fora do que todo mundo vê e sob medida”, completa.
Para ter essa Paris “à la carte”, no entanto, é imprescindível reservar um bom orçamento. Dependendo do tamanho do pedido, os custos de aluguel e preparação do local podem ser altos, mas “negociáveis”, segundo Reynaud. Um dos importantes eventos realizados recentemente, por exemplo, fechou o tradicional Hôtel Carnavalet, construído no final do século 16, para 150 pessoas. “Fizemos uma reconstituição da época de Luís 14 e organizamos um coquetel e jantar no jardim. Foi um momento muito interessante, bem parisiense”, conta Reynaud.
Aliás, ser “bem parisiense” é o que faz com que a Le Paris De consiga personalizar as visitas e abrir algumas portas. “Trabalho há 30 anos aqui e tenho um boa rede de contatos. Todos são fanáticos por esta cidade”, encerra Reynaud. Para ela, só não vale pedir a Torre Eiffel ou a Opéra Garnier para uma noite a dois.