A estrela anti-crise de Fréchon

Abril 6, 2009 at 10:37 pm (Dicas e Passeios) (, , , , )

Chefe agraciado com a 3ª estrela do Guia Michelin quer voltar a encher o Le Bristol

Em época de crise, nem mesmo o status de restaurante preferido do presidente Nicolas Sarkozy garantia ao Le Bristol o sucesso de público. Mas os tempos de ocupação relativamente baixa deste “palácio parisiense” devem chegar ao fim. Ao receber a terceira estrela do Guia Michelin, o chefe Eric Fréchon reconheceu que espera a partir de agora ver as mesas de seu estabelecimento totalmente tomadas.

Bastante procurado pela imprensa francesa nesta semana em que brilhou praticamente sozinho na centésima edição do guia mais tradicional do mundo, Fréchon mostrou-se aliviado e duplamente satisfeito pela honraria. “Esta terceira estrela vem na hora certa. Ela vai salvar o nosso ano”, reconheceu o chefe de 45 anos, até então preocupado com os modestos 50% de freaquência da casa.

A esperança da nova sensação da culinária francesa não vem à toa. Mesmo que nenhum estudo oficial sobre o tema tenha sido realizado até hoje, comenta-se que o aumento do faturamento médio de um restaurante gire em torno de 30 a 40% por estrela recebida no “guia vermelho”. Com o Le Bristol não foi diferente. “Mesmo antes da confirmação meu telefone não parava de tocar. E as reservas aumentaram sensivelmente. Estava realmente ansioso para ver este resultado”, continuou Fréchon.

Décimo três estrelas de Paris, o Le Bristol é o quarto deles no chique oitavo arrondissement da cidade, juntando-se ao Ledoyen, ao Pierre Gagnaire e ao Alain Ducasse. Os outros também não estão muito longe: o Le Meurice está no primeiro, o L’Ambroisie no quarto, o L’Arpège no sétimo, o L’Astrance e o Le Pré Catalan no 16° e o Guy Savoy no 17°. Ao todo, a França soma agora 26 restaurantes com cotação máxima.

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