As guloseimas francesas e o cuscuz mais caro do mundo
Tentativas, algum trabalho, talvez não a melhor técnica e a Manue conseguiu. A massa estava pronta, um pouco disforme, mas de gosto delicioso. O resultado vai abaixo.
O curso de foto
Foi descoberto recentemente que o brasileiro Vandiscleisson (mudamos seu nome verdadeiro para preservar sua integridade) estaria fazendo um curso de fotografia em Paris, com um professor francês, numa classe só com franceses, numa cidade que fala apenas francês. O resultado foram algumas stuações comprometedoras as quais o Paris Na Linha teve acesso e relata com exclusividade abaixo.
Antes da sessão de revelação do filme, em frente a todos os coleguinhas.
- Vandiscleisson, você trouxe o seu filme?
- Sim, professor, mas eu não consegui tirá-lo da câmera. Sabe, a minha digital não tem filme e essa aqui é meio complicada.
- É mesmo, Vandiscleisson?!
Na hora de comprar um filme, na loja mais chique de Paris.
- Meu professor pediu um filme diapô. Você tem?
- Sim, claro, 400 ASA ou 800 ASA?
- Não obrigado, isso ele não pediu.
Na outra loja, agora muito mais inteirado sobre o assunto.
- Você tem filme diapô, né?
- Sim, claro. Temos…
- …400 ASA ou 800 ASA, já sei.
- Exatamente.
- Sem querer parecer muito leigo, mas qual a diferença?
- Com o 400 ASA você pode tirar as fotos num dia de luz normal. Ele custa 8 euros. O 800 ASA é para situações de menos luz, mas você pode tirar fotos mais rápidas. Custa 13 euros.
- Entendi. Então quero dois do mais barato.
Na sala, com uma amiguinha que não parava de olhar em sua direção.
- Você é brasileiro, né Vandiscleisson?
- Sim, sim. Como você descobriu, pelo sotaque?
- Não, não, é que tem monte de erro no teu caderno.
Na sessão de fotos fora da classe, primeiro contato com a câmera de filme.
- Professor, professor, o ponteirinho do lado do visor não pára de mexer.
- A cellule, Vandislceisson, serve para verificar a boa exposição, como te expliquei na aula teórica.
- Imaginei.
- Agora, se ela não se mexer, você vai precisar de um pose-mèttre.
- Xiiii…
Ao apresentar a câmera ao amiguinho que sabe muito mais de foto do que ele.
- Caramba, sua objetiva tem uma abertura máxima de diafragma de 1,8, sensacional!
- A câmera é do meu sogro, boa né?
- Sim, sim. E ainda tem uma tele-objetiva de 135 mm fixa, que espetáculo!
- É, mas cuidado pra não deixar ela cair se não eu que pago.
De volta à sala de aula, com o professor fazendo a lista do que seria preciso para a outra sessão de revelação.
- Papel de foto (óbvio)
- Negativos (dãã)
- Pano (ok)
- Tesoura (belê)
- Trombones* (???)
- Chemise cartonée rouge* (hein??)
- Scotch non-invisible* (tô frito…)
Ao chegar em casa, após a sessão de revelação.
- E aí, meu amor, foi tudo bem?
- Queimei um monte de papel.
* Mais tarde, o Vandiscleisson descobriu que trombone é clipe, chemise cartonée rouge é uma pasta comum com elastico e, neste caso, vermelha e que scotch non-invisible é um durex diferente. Boa Vandiscleisson!
Paris é cinza
- Notre Dame
- O Sena
- Paris é cinza
- Paris Na Linha
- Metalinguagem
- O futuro Sebastião
- A cor do outono
Luz, câmera e ação!
Acordei cedo hoje, abri a janela e, por mais incrível que possa parecer, um tímido raio de luz acertou meu rosto em cheio. Para aproveitar ao máximo o raro momento, fingi que ele me cegava. Era o sol, cortando o até então impenetrável bloco de nuvens cinzas que dominou Paris nas últimas três semanas. E quase copiando uma cena de um filme do Godard que eu não vi, pensei: “D 5,6 – V 250″. E fui bater fotos.
Coberturas
Lembro que pus as matérias originais, mas não lembro se tinha colocado junto os links.
Então, com atraso, seguem alguns:
Beynac (Pérolas da Europa) – http://www.proximaviagem.com.br/revista/104/imagens/9344
http://www.proximaviagem.com.br/revista/104/textos/2793
Paris em Vélib - http://www.proximaviagem.com.br/revista/103/textos/2730 (eles só me citam, não põem o texto. Mas tudo bem, este aqui está no blog)
Matérias do Tenisbrasil
Entrevista Bellucci – http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/entrevista/thomazbellucci3.html
Especiais Fim de Ano – Tênis Masculino http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/especial/2009.htm
Tênis Feminino - http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/especial/2009feminino.htm
Masters Series Paris – Bercy – 2008 – http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/entrevista/brunosoares.htm
http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/diaadia/ult138u38208.htm
L’Opéra Garnier
Nada confortável, diga-se de passagem. Um casal do lado reclamava que estávamos numa “boite de sardines“. Eu diria ao menos de salmão, ou caviar, porque o lugar era chique. Independentemente do peixe ou de suas ovas, praticamente não tínhamos como ficar sentados retos sem dar leves joelhadas no incomodado espectador da frente. Era achar uma posição e aguentar o máximo até trocar sem fazer estardalhaço. Mas valeu a pena. No intervalo, em mais uma idéia brilhante e ousada da Manue, descemos e achamos lugares vazios na frente do palco. Ninguém falou nada e pudemos até ver as expressões e os verdadeiros rostos dos personagens.
A ópera, em si, foi muito boa. A história da “Noiva Vendida” lembra outras clássicas de Molière, bem cômica: um casal apaixonado é obrigado a se separar porque a família da Marenka quer que ela se case com um homem rico. Um negociador então propõe uma verba ao Jenik para liberar sua amada. Ele aceita, mas faz uma contra-proposta: que a Marenka possa se casar apenas com o filho do casal X. Tudo certo, o rico casal X aceita o casamento da Marenka com seu filho, Mischa…Mas no fim, uma surpresa! Este casal na verdade tinha dois filhos e um, que havia fugido no passado reaparece e é ninguém menos que o próprio Jenik. Moral: de pessoa horrível e sem coração por vender sua amada, ele termina com a grana do acordo, com a novamente apaixonada Marenka e ainda ridiculariza o negociador. Malandro esse Jenik!!
E em termos de estilo, vestimentas, nada de século XV e clássico. Pelo contrário, roupas normais, cenário simples e nada de exuberante a não ser as vozes dos atores/cantores/dançarinos. E como eles cantavam em tcheco, um grande telão com a legenda acompanhava e direcionava a história. Excelente.
Algumas imagens:
PS: Pro inferno o wordpress e o sistema de postar fotos.
- Uma das salas da Opéra
- A entrada principal
- O teatro, visto do alto
- Vista da platéia
- A lata de sardinha
- A despedida dos atores
Allez Tsonga!
Nunca a França mereceu tanto um título no tênis. Talvez na época do Grosjean, em Bercy mesmo, mas não recentemente com os talentosos, mas pouco carismáticos Gasquet e Simon. Na última semana, Tsonga fez tremer o ginásio desde o jogo contra o Roddick, nas quartas-de-final de sexta-feira, quando os relógios bateram 23h30. Foram 10 breaks-points salvos no 2° set e uma virada emocionante.
No sábado, vitória de rotina contra o esforçado Blake e, no domingo, 25 aces e show contra o habilidoso e atual campeão Nalbandian. Maior título da carreira, vaga garantida no Masters, melhor tenista da França e 7° do mundo. E lágrimas em frente à imprensa. Parafraseando meu amigo português Miguel Seabra, independentemente do talento, hoje não tem ninguém no circuito como o Tsonga.
























