Paris tem comida japonesa acessível. Só não tem rodízio.
A primeira experiência não foi das mais bem-sucedidas. Resolvi testar um restaurante japonês ao lado da minha casa e, para meu dissabor, tudo que havia ouvido sobre eles em Paris fez sentido: paguei caro e comi pouco. Exatamente o contrário do que acontece no Brasil, país da fartura, até em se tratando de comida japonesa.
Mas se por aqui não existem os maravilhosos rodízios, ao menos em alguns restaurantes pode-se comer extremamente bem. Insistindo, encontrei boas opções. O melhor na relação custo-benefício entre o 17º e 18º arrondissement fica no metrô La Fourche, o Thé Vert. A decoração é de bom gosto, moderna e com mesas, talheres e copos de qualidade (provavelmente comprados na Ikea). Os banheiros são limpos e os garçons dão “oi” e “tchau” quando você entra e sai. Algo que até mesmo os franceses estranham.
No Thé Vert o cardápio é ao menos bem variado. E os clássicos menus dominam os pedidos. Para o leigo, em um restaurante japonês de Paris, pedir um menu significa ter como entrada uma sopa de peixe, com tofu e algas, além de uma saladinha de repolho com tomate e pepino antes do prato. Uma porção de sashimi com arroz custa 10,50 euros. Por um prato com 12 sushis, sendo 6 de abacate, salmão e ovas de peixe, o tal california, 6 de cream-cheese e salmão e mais dois espetos de salmão na chapa, paga-se 15,00.
Tudo, porém, é bem preparado, em bom tamanho, o que deixa ao menos a impressão de que o número limitado não é tão pouco quanto você pode imaginar.
Existem outros restaurantes mais chiques – e caros – e com muito mais variedade. Um dos mais conhecidos é o Matsuri, que foi pioneiro no estilo balcão e esteira rolante. Ou seja, você se senta à frente do sushiman e ao lado passa uma esteira com todos os pratos e tipos de comidas, seja o sushi básico, sashimi, hot-rolls, tempurás, saladas, sobremesas e outros. Cada prato tem uma cor, cada cor tem um preço. E você paga pelo que come.
A idéia é excelente e funciona bem, tanto que diversas outras casas copiaram o formato. O problema é que a cor mais barata, a do prato com 6 sushis básicos, por exemplo, custa 4 euros. Hot-rolls estão na faixa dos 5 euros. Outros pratos mais incrementados, entre 6 e 7.
Vale a pena pela experiência, por ver o trabalho do sushiman e porque o restaurante é superbem frequentado (os endereços variam entre as proximidades da Champs Elysées, a Bolsa de Paris e o 16° arrondissement). Em relação aos valores totais, dificilmente o cliente desembolsará menos de 40 euros. Dependendo do apetite, aliás, a conta pode aumentar consideravelmente.
E que tal fazer em casa ?
Fazer uma “soirée sushi” também não é uma má idéia na França. Basta apenas conhecer as técnicas, ter bons aparelhos – sobretudo uma boa faca – e escolher um bom lugar para comprar o peixe. O quilo do salmão escocês custa entre 18 e 20 euros. O pavê de salmão, que se encaixa melhor para as “brochettes” e pratos quentes, entre 10 e 12. O atum é caro : cerca de 30 euros o quilo.
De resto, algas, molhos, arroz, vinagre e outros aparatos são relativamente baratos. No geral, um jantar para 6 ou 7 pessoas acaba saindo o mesmo preço do Brasil. Vale a dica.
Lello Lopes disse,
Outubro 13, 2008 às 10:43 pm
Você tem que descobrir um Nazi Sushi por aí. Aqui eu descobri um Nazi Lamen. É quase a mesma coisa.
Abs!!
pensa disse,
Outubro 14, 2008 às 2:01 pm
q mané foto elói,
vai fazer um curso de sushiman e abre seu restaurante no esquema o dono-chef que cozinha por prazer te serve
a idéia tá aí…cobro um temaki de salmão completo por ela
se der certo um saideira da especialidade