Passeio 3: trajeto circular de Saint Lazare à Opera

Junho 7, 2008 at 9:28 pm (Dicas e Passeios) (, , , , , , )

Um roteiro recheado de monumentos e belas vistas do centro de Paris

Conhecer o centro de Paris pegando metrô pode ser uma boa pedida para quem quer ganhar tempo. Subir naqueles tradicionais ônibus de dois andares de empresas especializadas em city tours também não chega a ser uma má idéia. Afinal, o pacote com os principais monumentos já vem todo mastigadinho. Mas ao seguir nossa (esta) sugestão, o viajante certamente encerrará o dia com a impressão de que viu “quase tudo” da capital e o que é melhor: fazer isso de bicicleta é ainda mais prazeroso.

Apesar de ser o menor em extensão, o terceiro passeio talvez seja o mais intenso em termos de pontos turísticos e pode se tornar longo exatamente pelo número de paradas a serem feitas. Assim, fica a cargo do visitante dosar as pausas para fotos, lanches e exclamações admiradas. Num trajeto quase circular, a saída é logo em frente à Gare Saint Lazare, no 8º arrondissement, numa estação de Velib na Rue de l’Isly.

De cara, na Rue du Havre, uma idéia do que se seguirá: como andaremos pelo centro, o movimento de carros, ônibus e pessoas será sempre intenso. Muito cuidado nos grandes cruzamentos e atenção redobrada à sinalização. O primeiro “teste” é logo ao atravessar o Boulevard Haussmann, em sentido à Rue Tronchet. Já ao final avista-se a igreja de Madeleine (1), com suas 52 colunas e em forma de templo.

Contorne a praça e siga na Rue Royale, até a Place de la Concorde (2), de onde é possível ver a Torre Eiffel e a Champs Elysées, à direita, o Jardin des Tuileries, à esquerda, e a Assembléia Nacional, ao fundo. Com atenção ao fluxo desordenado, vá sempre beirando a calçada da direita até chegar ao Quai des Tuileries, entre o jardim e o Sena. Na avenida, já com ciclovia, percorra em alta velocidade toda a extensão do Museu do Louvre (3), enquanto na outra margem observe a aproximação do Museu D’Orsay.

A longa reta se encerra no momento em que a Île de la Cité corta o Sena ao meio. A hora é de virar à direita, chegando à ilha pela Ponte Neuf (4), a mais antiga de Paris, datada de 1607. Como opção, pode-se descer com ou sem a bicicleta para dar uma espiada no jardim na pontinha da ilha. Do contrário, avance pelo Quai des Orfevres, passando ao lado do agitado bairro de Saint Michel, até chegar à praça da igreja Notre Dame (5).

Drible os milhares de turistas com cuidado e, sempre lentamente, entre pelo jardim ao lado da catedral, admirando seus quase 850 anos de história. Espalhados pelo local, os bancos convidam a uma pausa com um bônus: a vista. Aproveite: estamos quase na metade do passeio.

A próxima maravilha é a Île Saint Louis (6), a irmã menor e mais acolhedora da Île de la Cité. Sempre reto pela Rue Saint Louis en Île descubra o charme do local e o porquê de seus habitantes serem considerados privilegiados (se é que algum outro de Paris não o seja).

Se o dia estiver quente, nada melhor que provar um sorvete da Bertillon, considerado o melhor da cidade, e continuar calmamente até a Ponte Sully. Lá, a tranqüilidade dá novamente lugar ao tráfego intenso, mas não se desespere: mantenha-se nas ciclovias e vire à esquerda no Quai des Celestins e à direta na Rue Saint Paul, já na região do Marais (7), outra pérola de Paris.

Novamente com duas pequenas curvas – na Rue Saint Antoine e na Rue Beautreillis Birague -, cruza-se os prédios que cercam a Place des Vosges (8 ), onde é permitido – e obrigatório - sentar na grama. Depois de admirar a arquitetura que a envolve, pegue a Rue de Turenne apenas para aproveitar melhor a descida na Rue Vieille du Temple. Acreditem, vale bastante a pena para conhecer melhor o Marais, ver construções que se assemelham a castelos, ruas estreitas e confusas (propositalmente, talvez) e pequenas lojas com gastronomia de todas as regiões da França.

Ao término, vire à direita na Rue de Rivoli, e veja uma longa seqüência de monumentos importantes. Pela ordem, o maravilhoso Hôtel de Ville (9), sede da prefeitura e talvez um dos prédios mais lindos da cidade; a torre de Chatêlet, recém-reformada; e, finalmente, o Louvre. Desta vez, porém, entre e dê uma volta pela Place Carré (10), avance até as pirâmides de vidro do museu e confira o contraste que gerou enorme polêmica durante sua construção.

Na seqüência, complete o trajeto pela Rue de Rivoli e veja agora uma série de hotéis, com destaque para o Le Meurice e seu restaurante três estrelas no Guia Michelin. A região é uma das mais chiques e caras de Paris e tem como símbolo a Place Vendôme (11), alcançada após curva à direita na Rue Castiglione. Com uma enorme coluna ao centro e em forma octogonal, é “fechada” por joalherias, grifes importantes e pelo Hotel Ritz, talvez o mais célebre da capital francesa.

Mais à frente, a Rue de la Paix indica o fim do passeio. Mas não antes de ver a Opera (12) e seus anjos dourados nas extremidades. Para deixar a bicicleta, vire à direita no Boulevard des Capuccines: uma estação estará à espera logo à frente de um cinema da esquina. Para fechar o dia em alto estilo, reserve o jantar no Café de la Paix, um dos restaurantes mais tradicionais de Paris, freqüentado no século 19 por Oscar Wilde e outros cidadãos ilustres, ou procure um bistrô na região dos Grands Boulevards.

1 - Igreja de Madeleine

Igreja de Madeleine

2 - Place de la Concorde

Place de la Concorde

3 - Museu do Louvre

Museu do Louvre

4 - A Pont Neuf

A Pont Neuf

5 - Notre Dame

Notre Dame

6 - Ilha Saint Louis

Ilha Saint Louis

7 - O Marais

Marais

8 - Place des Vosges

Place des Vosges

9 - Hôtel de Ville

Hôtel de Ville

10 - Place Carré

Place Carré

11 - Place Vendôme

Place Vendôme

12 - Opera

Opera

A rota

Rota

2 Comentários

  1. Marisa Muros disse,

    Junho 8, 2008 às 7:05 am

    Como sempre, ótimo texto e conteudo!
    Através dêle,vou passeando por Paris, matando um pouquinho a saudade…
    Valeu!

  2. Natália Vaz disse,

    Junho 23, 2008 às 3:46 pm

    Ótimas sugestões. Lembrarei do seu blog antes de ir a Paris!

    Abraços.

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