Cotidiano non sense
- Estava voltando de bicicleta para casa, lentamente porque conversava com um amigo, quando avisto não tão longe um grupo de manos ao redor de um banco. E percebo que um deles vem em minha direção, me encarando, situação que eu já considero bastante estranha e um tanto perigosa. Afinal, estou de bicicleta e eles são uns 8. O mano então pede para que eu pare, eu finjo que não escuto e ele finalmente me segura e interrompe minha passagem. E eu penso : “F… !”
Mas nos dois segundos que se seguiram - e que foram suficientes para lembrar de dois roubos de bicicleta em São Paulo - tudo mudou. O mano me pergunta com um grande sotaque típico de mano: “Te dou 100 conto se você arrebentar aquele cara”, apontando para outro mano, logo à sua frente, que sorria.
Ainda com a adrenalina em alta, mas já bem mais tranquilo, digo que “sem chance, mano”, enquanto o outro me propõe “mesmo 1.000″ . Eles riem, eu rio, meu amigo ri e todos continuam o que faziam antes da intervenção. Conclusão: mano de primeiro mundo é outra coisa.
- Hoje, saindo da biblioteca, vejo uma família simpática falando com seus filhinhos e os amiguinhos deles. O Jean Pierre, um gordinho com seus 10 anos, queria ir para a casa dos amiguinhos, mas o problema é que ele já tinha almoçado e os amiguinhos não.
Então o pai, obviamente, disse que o Jean Pierre poderia esperar e ir mais à tarde. E o Jean Pierre fala: “Mas eu podia realmoçar com eles”. Conclusão: Gordinho é gordinho em qualquer lugar do mundo e inventa até palavras para comer mais.
Marcio disse,
Abril 10, 2008 às 3:43 pm
A conclusão do Gordinho foi sensacional. Pensando bem, por que não almoçar 2 vezes?
Abs!
Popx disse,
Abril 11, 2008 às 8:35 pm
Po.. ta certo que era mano da Bastille. Temos que um dia que ver ‘qualé o lado’ no 93, Seine ST Denis. hehehe
abs