As listas dos percursos
Terminei nesta sexta os três percursos de bike por Paris que eu mesmo criei para a matéria que estou escrevendo. Não foi fácil, porque ao mesmo tempo em que pedalava, tinha que ir parando para tirar fotos, gravar comentários e tentar não ser atropelado. Graças aos céus que meu pedido surtiu efeito e consegui correr nos dois únicos dias de sol dos últimos 6 meses para aproveitar.
E graças aos céus também que meu Ipod renasceu das cinzas após um blackout da última semana. Eu andava tristonho, mas ele voltou a funcionar e pude sair pimpão pelas ruas ouvindo minhas músicas preferidas. Dito tudo isso, sigo abaixo com uma pequena lista do que aconteceu nestes últimos e como foram meus passeios.
- Cinco sessões de rolê, sendo quatro de manhã/tarde e uma de noite. Ao todo, 15 horas gastas e não faço idéia de quantos quilômetros, porque sempre que acabava um percurso tinha que voltar pra casa de bicicleta também. Um saco.
- Mais de 500 fotos, sendo que muitas delas inaproveitáveis. Quatro pares de pilhas.
- Três recargas do Ipod, com uma lista enorme de bandas ouvidas. Destaco minha lista com 52 preferidas (ou as que consegui dar nota e que ficam rodando no shuffle). Entre elas, destaco as “óperas” Thick As Brick, do Jethro Tull, Stairway to Heaven e Achiles Last Stand (do Led), duas do Scenes From a Memory, do Dream Theater, e The End, do The Doors. Todas com cerca de 10 minutos pra mais.
- Menções também para Refazenda, Construção, Killers, muitas do Mates of State, Everlong e I’ll Stick Around, do Foo Fighters, um monte do Dave Matthews, Dave Brubeck, Moacir Santos (e a expecional Rota), The Smiths e até Faith No More, com Digging a Grave.
- Mas no último dia, em particular, larguei de Saint Lazare com White Album, dos Beatles (com ressalvas para minhas favoritas Helter Skelter, Everybody’s Got Something to Hide Except For Me And My Monkey e Rocky Racoon. Sendo que um francês me olhou de forma bizarra quando gritei o refrão de “Why Don’t We Do It In The Road“. Ao menos fosse uma francesa…). Teve também The New Pornographers e discografia de Los Hermanos, porque estava sem criatividade e não queria ficar trocando de grupo.
- A lista de monumentos / parques / lugares também não é pequena. Resumo por passeio: 1 - Sacre Coeur, Parque Monceau, Arco do Triunfo, Bois Boulogne, Torre Eiffel, Hôtel des Invalides, Grand e Petit Palais. 2 - La Vilette, Parque Buttes Chaumont, Cemitério Père-Lachaise, Bastilha, Instituto do Mundo Árabe e Sena. 3 - Madeleine, Place de la Concorde, Pont Neuf, Notre Dame, Ile Saint Louis, Place des Vosges, Le Marais, Hôtel de Ville, Louvre, Place Vendôme, Opera.
- Uma tentativa bizarra de “assalto“. Uma moça (muito provavelmente romena) veio me oferecer um anel, eu disse que não era meu, ela insistiu, disse que minha bicicleta era bonita e perguntou se podia andar nela. É mole?
- Um momento bizarro. Estava eu andando tranquilamente nas proximidades da Place de Clichy, ouvindo música, quando uma mulher na calçada se aproxima aos gritos: “Você está procurando emprego ?” … “Péra, eu estou andando de bicicleta e ouvindo música, o que leva a crer que eu esteja procurando emprego?…Mas mesmo assim, obrigado pela oferta” .
- 127 avanços de semáforos vermelhos, mas NENHUMA perseguição de policial dessa vez. Mandei bem.
- Cada vez conhecendo melhor Paris, mas cada vez mais triste pelo clima aqui.
Em breve posto aqui o texto final também.