O Carnaval de Paris

Fevereiro 6, 2008 at 10:30 am (Brasil - França, Dicas e Passeios) (, , , , , )

Ala brasileiraE fui lá domingão acompanhar o Carnaval de Paris, equipado com minha câmera, minhas luvas e um bom gorro pra me proteger do frio. É, realmente não dava pra pedir um autêntico desfile de escolas de samba (como o de Amparo), ou uma galera caindo de bêbada na rua, vendedores de Skol e recolhedores de latinhas, ou mesmo alguns raios de sol pra esquentar a festa.

Não teve nada disso, mas também não foi assim tão mal. Eu e mais três amigos até que conseguimos nos manter com sorrisos nos rostos – e isso sem colocar uma gota de álcool na garganta, diga-se de passagem. Seguimos o cortejo desde Belleville até o Hôtel de Ville, sede da prefeitura, num total de 6, 7 estações de metrô e cerca de duas horas de batucadas estranhas e blocos sem muito padrão.

No começo, quando ainda não havíamos entrado no “ritmo” e ríamos das pífias representações dos grupos, fomos severamente repreendidos por um local, mas depois entendemos a magia do espetáculo local e seus mais de 500 anos de história, muito mais antigo e tradicional que aquele outro da Sapucaí. A riqueza, a beleza e a organização do desfile, então, nem se fala. Dá de 10!

Como não poderia faltar, a brasileirada marcou presença e fechou o cortejo com dois blocos, algo menos triste que o resto, muito em parte pela presença de uma cuíca e de uma moça com apito que corria de um lado pro outro tentando organizar 12 meninas em uma coreografia de dois passos. Outras alas marcantes foram a de Cusco (??), a de Napoleões retintos (como na música do Chico) e uma que fazia batucada pós-moderna que o até o Joãozinho Trinta ficaria com inveja.

Mas para não ser completamente injusto, guardo um parágrafo para bons comentários. Foi divertido ao menos ver aquele mundaréu de gente seguindo a música por ruas tradicionais e entre prédios do século 19. Foi interessante ver o Brasil lá, muito melhor representado que aquele lixo do Balé do Rua. O desfile ao lado do Centro Pompidou (o museu de arte moderna) e sua armações de ferros gigantescas valeu pelo contraste. E terminar na praça do Hôtel de Ville, o prédio mais espetacular de Paris, diria que é mais legal até que aquele lá na Praça da Apoteose.

 A moça do apito

 A ala dos Napoleões retintos

Outro bloco brasileiro

 A gloriosa ala de Cusco (??)

O cuspidor de fogo

Ao lado do Pompidou

Hôtel de Ville, a apoteose

4 Comentários

  1. Gera disse,

    Não imaginava que tanta gente acompanhava o desfile. E o contraste dos “blocos”, coloridos e bagunçados, com a sisudez dos prédios antigos, especialmente o Hôtel de Ville, é demais.

  2. Bruno Carmelo disse,

    Cara, gostei muito das fotos! A imagem em frente ao Beaubourg, por exemplo, é otima! Jà mandou pro pessoal da Brazuca? Tem tudo pra entrar na edição.

    Abraço.

  3. Lello Lopes disse,

    Caro Elói,
    Carnaval sem álcool não é Carnaval, é procissão!
    Abs!

  4. Marta disse,

    Pra variar, boas histórias e boas fotos, cunhadinho!
    Beijos

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