Próxima Viagem
Escrevi, em outubro do ano passado, uma matéria para uma edição especial da Revista Próxima Viagem, de São Paulo. Era para dar dicas de Paris para diversas faixas etárias, de 8 a 80 anos, tentando fugir do tradicional. Foi capa, junto com outras sete cidades do mundo. Coloco aí em baixo para quem não viu e o link: http://www.proximaviagem.com.br/revista/96/textos/164
Paris
No programa, um museu tão interativo que simula vôos do Super-Homem. Para dormir, o hotel com cursos de charutos
Elói Silveira
COM 8 – Voe como o Super-Homem
Além de divertido, o parque Cité des Sciences e de l’Industrie (foto) é instrutivo. Reúne salas com lições interativas sobre o corpo humano, técnicas de vídeo e simulações de vôos como o do Super-Homem. São mais de 150 jogos em que pais e filhos brincam juntos, por 6 euros. Que tal levar seus filhos para um bar, com shows ao vivo? Se a idéia parece estranha, acalme-se. O tal bar não permite fumantes, bebidas alcoólicas e gente sozinha com mais de 16 anos. O Cafezoïde é o único café para crianças em Paris. No menu, além de sucos e doces, há jogos, concertos de artistas juvenis, ateliês e acesso à internet. Ingressos a apenas 1,50 euro.
PARA OS DE 18 – Jantar de graça!
Vários restaurantes de Paris oferecem o famoso cuscuz marroquino sem que você precise tirar 1 centavo do bolso. A consumação de bebida é obrigatória, mas nada que afete o orçamento da viagem. O pioneiro é o Les Taïs, com ambiente movimentado. Além da iguaria, oferecida às sextas-feiras e sábados, a partir das 19 h, há música ao vivo de quinta a domingo, por volta das 19h. Um lugar para dormir? O Paris – Le d’Artagnan é o maior albergue da cidade. Curtir o bar e a área de lazer faz parte da estada. Jovens de todas as nacionalidades se encontram para cervejas e partidas de sinuca e ainda podem usar a internet gratuita.
AOS 28 – Pedale e badale
Alugar uma das 20.000 bicicletas do programa Vélb é a novidade. O sistema tornou-se comum na Europa, mas foi inaugurado na Cidade Luz em agosto. O turista só precisa de um cartão de crédito e de 1 euro para pedalar por 30 minutos. Se quiser continuar, ou paga a cada meia hora, ou segue trocando de bicicleta em um dos diversos postos. Outra vantagem é o sistema de pistas exclusivas para ciclistas. São mais de 350 quilômetros. A sugestão é um passeio de três horas, começando em La Villette, no caminho para o Rio Sena. À direita, chega-se à Catedral de Notre-Dame. Mais para a frente, aos museus Louvre e D’Orsay e, por fim, à Torre Eiffel. Mas lembre-se: é preciso conhecer bem as leis de trânsito.
Se o caixa estiver em dia, passeie à noite pelos Champs-Elysées e tente um dos restaurantes-clubs da região. Em especial, La Casa del Fox, que oferece jantar com uma pista de dança fervendo como sobremesa. Tudo na casa dos 40 euros e aberto até as 5 h. Para quem prefere o bom e velho rock’n'roll, recomenda-se o La Fleche d’Or. Abre de domingo a domingo, sempre com quatro a cinco shows por noite. Passaram por lá bandas indies inglesas que hoje são sucesso. A entrada é gratuita e a cerveja não custa os olhos da cara.
NOS 38 – Jantar romântico e All That Jazz
Paris é, sim, uma das cidades mais caras do mundo. Mas dá para comer bem a preço justo. Uma opção é o restaurante Le Salon. Fica fora dos centros turísticos, no sudeste da cidade. É perfeito para os casais. Fazendo uma reserva, garante-se sala privativa e fica-se à vontade, com música lounge, menu variado, entradas, carnes e boa carta de vinhos. A sobremesa famosa é o moelleux tiède au chocolat, parecida com o petit gâteau. Os donos se dividem no atendimento, na preparação da comida e são supersimpáticos. Um casal gasta em média 60 euros. Gosta de jazz, ao estilo de Dexter Gordon, que morou em Paris? Então, vá ao Les 7 Lézards. É também restaurante e casa de chá, com ambiente tranqüilo, sofás aconchegantes, onde se degusta vinho do Porto, enquanto se escuta boa música todos os dias, a partir das 18 h. Aos domingos, por volta das 22 h, músicos da cidade se encontram para a jam session.
AOS 48 – Puro conforto e tudo sobre os puros
Investir de uma só vez numa boa estada e num curso de charutos é a proposta do Hotel Castille, um quatro-estrelas próximo da badalada Place Vendôme. Além da certeza do conforto, as aulas incluem um jantar, a história e a produção dos charutos e, claro, degustação e dicas de bebidas como acompanhamento. Tudo em três horas, por 95 euros. Há uma charutaria perto, a Drugstore, na Avenida des Champs- Elysées. Já que o assunto é compras, lembre-se da Passage du Grand Cerf. Também no Centro, próximo da prefeitura, reúne 33 butiques de grande estilo, comandadas por artesãos, decoradores, designers e estilistas. São três andares.
NOS 58 – Para navegar pelo Rio Sena com todas as regalias
Nada melhor do que comer bem e ainda aproveitar o que a cidade tem de melhor: o charme insuperável do Rio Sena e dos monumentos que o cercam. Navegando em um dos bateaux mouches é possível encontrar tudo isso a partir de 50 euros por pessoa. No caso dos mais chiques – com direito a apresentações ao vivo e passeios mais longos -, o preço chega a 135 euros. Ainda na sessão “jantar”, mas em terra firme, aproveite a cidade com o maior número de restaurantes três-estrelas do Guia Michelin. Entre os mais aclamados está o L’Astrance, próximo da Torre Eiffel. Aberto em 2000, foi elevando o nível ano a ano até receber a condecoração máxima em 2007. Mas vá preparando o bolso. Um jantar completo sai entre 150 e 250 euros.
COM 68 – Um hino à grande Piaf
Édith Piaf mantém sua força mesmo 44 anos após sua morte. Em especial, no museu reservado à cantora. Instalado num apartamento do 11o arrondissement, traz fotos e objetos da artista, que teve vida conturbada. O acesso é gratuito. Ainda no campo da música, a passagem por Paris ficaria mais completa com um concerto no teatro da Maison de Radio-France, “às margens do Rio Sena”, como diz o jornalista Reali Júnior. A rádio mantém quatro orquestras que podem, ou não, atuar juntas. Os concertos ocorrem só num final de semana por mês.
AOS 80 – Em Notre-Dame
A ida a Paris indica o passeio pela Île de la Cité e pela Catedral de Notre-Dame. Se não chega a ser uma dica surpreendente, é importante ressaltar que, aos domingos, a partir das 16 h, há apresentações com cantos gregorianos e concertos com a utilização do magnífico órgão do templo. Os turistas e as multidões predominam, mas a beleza do espetáculo compensa. Outra pedida: o Jardin du Luxembourg, o mais renomado parque do Centro. Tem áreas interessantes para jogos, que podem resultar em boas companhias. É comum encontrar senhores travando disputas de pétanque. O jogo é uma espécie de bocha local. Se o objetivo for apenas descansar, há cadeiras para se largar ao sol e observar o movimento.
8 DICAS QUE ILUMINAM SEUS DIAS NA CIDADE LUZ
- “Como se pode governar um país com mais de 325 tipos de queijo?”, alarmou-se De Gaulle. Hoje, são mais de 500. Compre os seus nas fromageries.
- Há mercados ao ar livre em três ruas adoráveis: Rue de Buci, Cler e Mouffetard.
- A visita à Île de la Cité fica melhor tomando um sorvete no Quai d’Orléans.
- Andar pelo Marais para apreciar os palacetes melhora ainda mais com almoço em um bistrô.
- Na entrada do Louvre são distribuídos mapas do museu em nove idiomas. Não tem em português! O jeito é se virar com o mapa em espanhol.
- Paris é cortada pelo Rio Sena. Ao norte do rio fica a Rive Droite (margem direita) e, ao sul, a Rive Gauche.
- A cidade é quase toda plana. Mas subir a colina de Montmartre é obrigatório. É o bairro dos artistas.
- É proibido subir a Torre Eiffel levando bolsas grandes e sacolas. E não há onde deixá-las! Não se esqueça!
pensa disse,
Janeiro 9, 2008 às 5:24 pm
booooa eloá
próxima vez q eu for praí ou levo vc a tiracolo ou imprimo esse post (q alias, a parte dos 28 e do jazz podia se atualizar a cada 2, 3 meses….nao? casas novas, restaurantes novos? baladas novas etc etc etc).
aquele
Leonor disse,
Janeiro 11, 2008 às 10:22 am
Ficou bem bacana essa matéria, Lói!
A estrela cadente « Paris na linha disse,
Março 4, 2008 às 5:47 pm
[...] porque escrevo no momento uma matéria sobre os grandes restaurantes de Paris, mais uma vez para a Próxima Viagem. Mas o interessante é saber o quanto isso pesa [...]
Escargot show! « Paris na linha disse,
Março 8, 2008 às 11:16 am
[...] rápidas. Primeiro respondo ao Lello que sim, o Nazista do couscous estará na matéria da Próxima Viagem. E antes que as pessoas me crucifiquem e resolvam nunca mais ler a revista ou meu blog, digo que a [...]
Os três estrelas do Paris na Linha « Paris na linha disse,
Março 21, 2008 às 12:00 pm
[...] o artigo completo, mas vou falar melhor de dois restaurantes que citei rapidamente na matéria da Próxima Viagem e que “testei” com a Manue. Duas excelentes opções, uma para o almoço, outra para o [...]
O horário de inverno « Paris na linha disse,
Abril 3, 2008 às 9:38 pm
[...] mim, a situação tem um agravante. Nesta semana tenho que entregar mais um texto para a Próxima Viagem, com rolês de bike pela cidade, e desta vez eles precisam de fotos. Já não sou profissional e o [...]