Rolê à noite
Não me contentando em passar o inverno dentro de casa, encarei os 2°, 3° da noite parisiense e saí de bike para admirar o caminho até o centro. Admito que foi uma empreitada complicada, porque, além do frio, não tenho bike fixa e preciso ficar de 30 em 30 minutos procurando uma estação das já famosas Velib, as bicicletas públicas. No primeiro dia saí a esmo – apesar de conhecer bem os caminhos -, apenas para esfriar a cabeça após um dia de trabalho e foi a maior besteira que poderia ter feito. Na verdade, serviu como aprendizagem.
No dia seguinte, fiz a nova empreitada, desta vez devidamente aparelhado, com lanchinho a tira colo e um mapa traçado das ciclovias. Saí de Montmartre, onde moro, passei por Barbès Rochechuart e desci em alta velocidade pelo Boulevard de Magenta. Virei na Rue Saint Denis e entrei no antigo perímetro urbano da cidade, passando pelo arco que pode ser visto no filme Paris Je t’Aime (história do rapaz cego e da Nathalie Portman). Em seguida cheguei a Les Halles, centro comercial desde os séculos 1 e 2 depois de Cristo.
La devolvi a primeira bicicleta, peguei outra e fui fotografar as margens do Sena em Chatelêt, bem no centro. Outra parada, nova bike na frente do Hôtel de Ville para ver a pista de patinação. Mais tarde, cruzei o rio e fui para trás da Ponte Neuf, a mais antiga de Paris, uma das que passam por cima da Île de la Cité, berço da cidade no século 3 antes de Cristo. Com a mão praticamente congelada, saquei do bolso o sanduba de queijo em situação semelhante e segui o caminho entrando pela praça do Museu do Louvre, que, vazia, é impressionante.
Outra paradinha para fotos, troca de bike perto da Rue de Rivoli e continuação a caminho da Place Vendôme e suas caras joalherias. La também fica o Hotel Ritz, das estrelas e milionários, onde estava hospedada, por exemplo, a Princesa Diana nos dias antes de seu acidente fatal. A praça é linda, ainda mais se ornada com luzes de Natal. Logo acima, Opera Garnier e uma pausa para um café no Starbucks mais chique que eu já vi. Gás renovado, encarei a subida até Montmartre, passando pela Place de Clichy.
No primeiro dia, sem parada para fotos, fiz tudo em 1h45, mas no segundo deu mais de 3h. E voltei de metrô, porque já não aguentava mais. Abaixo uma mostra das fotos. Outras, em resolução menor, podem ser vistas no meu fotolog (http://fotolog.terra.com.br/eloi_londres/).






